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Mesmo após o acordo que encerrou parte das disputas judiciais entre Blake Lively e a Wayfarer Studios, empresa ligada a Justin Baldoni, a batalha envolvendo os bastidores de “É Assim que Acaba” ainda continua. O novo capítulo do caso gira em torno de um pedido de honorários advocatícios relacionado ao processo de difamação movido por Baldoni contra a atriz, que acabou não avançando. De acordo com a revista Variety, a advogada de Blake, Sigrid McCawley, afirmou que a atriz vê o caso como uma forma de apoiar pessoas que enfrentam represálias judiciais após denunciarem abusos. “Isso permite que ela ajude a abrir caminho aqui”, declarou McCawley. “Este é realmente um espaço em que ela conseguiu fazer um grande bem para sobreviventes, e ela quer continuar esse trabalho. Isso significa muito mais para ela”. A solicitação feita por Lively tem como base uma lei aprovada na Califórnia em 2023, criada para proteger vítimas de abuso contra processos de difamação usados como forma de intimidação. Esse seria o último ponto pendente após o acordo firmado entre as partes. Blake Lively acusou Justin Baldoni, que também atuou como diretor e colega de elenco no filme, de assédio sexual durante as gravações. Segundo a atriz, após denunciar o comportamento, ela teria sido alvo de uma campanha de difamação online. Recentemente, o juiz Lewis Liman rejeitou 10 das 13 acusações apresentadas por Lively. Para evitar que o restante do caso fosse levado a julgamento federal, as partes divulgaram um comunicado conjunto. “Reconhecemos que o processo apresentou desafios e entendemos que as preocupações levantadas pela Sra. Lively mereciam ser ouvidas”, afirmaram no documento. “Continuamos comprometidos com ambientes de trabalho livres de impropriedades e de ambientes improdutivos. Esperamos sinceramente que isso traga encerramento e permita que todos os envolvidos sigam em frente de maneira construtiva e em paz”. Apesar do discurso conciliador, os dois lados seguem trocando declarações. Enquanto a defesa de Baldoni considera o encerramento do processo uma vitória para o ator, os representantes de Lively classificam o acordo como uma “vitória retumbante”. “É uma vitória significativa nesse sentido”, afirmou McCawley. “Isso a coloca em uma posição em que ela pode continuar fazendo o que tentava fazer, que é expor a conduta retaliatória significativa dessas partes.” Já Bryan Freedman, advogado de Baldoni, rebateu a interpretação e destacou a rejeição das principais acusações feitas pela atriz. “Esse caso começou com ela buscando US$ 300 milhões e acusando Justin Baldoni e Jamie Heath de assédio sexual. Em 2 de abril, isso acabou… Foi aí que a vitória aconteceu. Não sei exatamente o que ainda estamos discutindo neste momento”, declarou. A equipe de Blake Lively sustenta que já apresentou elementos suficientes para receber indenização prevista na legislação californiana. Os advogados também argumentam que o comunicado conjunto reforça que havia fundamento para as denúncias apresentadas pela atriz. Por outro lado, os representantes de Baldoni alegam que a lei da Califórnia não deveria ser aplicada, já que os fatos teriam ocorrido em Nova York e Nova Jersey. A defesa de Lively rebate afirmando que a denúncia original foi protocolada no Departamento de Direitos Civis da Califórnia. Novos documentos devem ser entregues à Justiça nos próximos dias. Caso considere necessário, o juiz Lewis Liman poderá convocar uma audiência para discutir danos e honorários, o que pode levar Blake Lively a prestar depoimento formalmente. “Isso foi algo horrível pelo qual ela precisou passar, e ela foi muito corajosa. De muitas formas, isso é a cereja do bolo”, concluiu McCawley. Freedman, no entanto, minimizou a possibilidade de novos desdobramentos: “Minha suposição é que o juiz Liman tenha assuntos muito mais importantes em pauta do que realizar uma audiência para decidir se alguém receberá honorários ou não”.
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