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AGU pede para atuar como amicus em ação sobre dados do Coaf no STF
Jornal de Brasília

AGU pede para atuar como amicus em ação sobre dados do Coaf no STF

A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o ingresso como amicus curiae em processo que discute o compartilhamento de relatórios de inteligência financeira pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O pedido, apresentado no Recurso Extraordinário (RE) 1.537.165, busca incluir os processos investigativos da Controladoria-Geral da União (CGU) entre aqueles que podem intercambiar informações com o Coaf, nos termos da decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, proferida em 27 de março. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (7) pelo advogado-geral da União substituto, Flavio Roman, durante a abertura do III Foro Internacional Antifraude, em Brasília. Roman esclareceu que o pedido não configura contestação à decisão de Moraes, mas visa preservar a atuação da CGU em investigações administrativas que utilizam os Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs). A intervenção como amicus curiae permitiria à AGU fornecer subsídios ao tribunal para decisões mais fundamentadas. Segundo Roman, o pedido atende a uma solicitação da CGU para que o ministro considere, em sua análise, os Processos Administrativos Sancionadores (PAS), instrumentos usados pela Administração Pública para apurar infrações e aplicar penalidades, como multas e restrições de direitos. A AGU argumenta na petição que o procedimento atual de intercâmbio adotado pela CGU já cumpre integralmente os requisitos estabelecidos pelo relator. O III Foro Internacional Antifraude, que segue até sexta-feira (8), discute estratégias público-privadas para combater fraudes organizadas. Na abertura do evento, Roman destacou ações da AGU no combate à fraude e à corrupção, como a atuação da Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD) no enfrentamento à desinformação, os Acordos de Não Persecução Civil para reparar danos ao erário sem ações judiciais prolongadas, o Código de Ética Institucional da AGU e a Central de Monitoramento de Litigância Abusiva.

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