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Dia das Mães terá show gratuito de palhaças em praça da Tijuca | Collector
Dia das Mães terá show gratuito de palhaças em praça da Tijuca
Jornal O Globo

Dia das Mães terá show gratuito de palhaças em praça da Tijuca

ara quem quiser começar o Dia das Mães de um jeito diferente, a Praça Afonso Pena, na Tijuca, receberá domingo (10), a partir das 10h, o espetáculo “Comicidade feminina”. A apresentação gratuita, ao ar livre, reunirá palhaças em um encontro pensado para juntar mães, filhos e famílias em torno do riso. Feira das Yabás: Com Leci Brandão, Jongo da Serrinha e Marquinhos de Oswaldo Cruz, evento celebra seus 18 anos em Madureira 'Me deu todas as condições de ser o homem que eu sou': Palco da infância e do começo de carreira de Zico, Quintino brilha nos cinemas; veja trailer O show será no palco Tim Maia, na Rua Doutor Satamini, com apresentação da atriz Ritiele Reis. Estarão em cena Maffalda dos Reis (interpretada por Geni Viegas), Margarita, (vivida por Ana Luisa Cardoso) e Vitória Régia (Nathalia Cantarino). A atividade marcará o início das comemorações de dez anos do Coletivo Sem Ribalta. Geni Viegas (à direita), caracterizada como a palhaça Maffalda dos Reis, e a filha Iara Divulgação A rua, para as artistas, não é apenas cenário, mas parte essencial da experiência, com uma relação direta com o público. Geni Viegas define o encontro. — Adoro rua, espaço aberto, onde a troca é direta, muitas vezes inesperada. É a vida acontecendo no agora — afirma. Com 62 anos e mais de três décadas de trajetória, Geni começou na palhaçaria em 1991, ainda grávida da filha, Iara Viegas Emmerick, hoje com 34 anos. Desde então, maternidade e vida artística caminham juntas, entre desafios e afirmações constantes: — Ser mulher, mãe, palhaça e trabalhar com o riso é sempre um desafio. É uma reafirmação da liberdade de existir. Uma das primeiras barreiras foi ser enxergada como palhaça, no feminino. Só a nossa existência já começa a mudar esse imaginário. Em Niterói: Festival italiano vai reunir arte e gastronomia Para ela, a palhaça não é construção distante, mas ampliação da própria vida. — Não é personagem, é um “eu mesma aumentada”. Compartilhamos com o público o humano que somos. O humor só pode ser do universo que habito, dentro da ótica de ser mulher e tudo que envolve essa existência — diz. A trajetória de Ana Luisa Cardoso, intérprete da palhaça Margarita, segue na mesma direção. Segundo ela, ao longo dos anos foi necessário criar espaços onde não havia mulheres. — Enfrentamos barreiras cotidianamente. Foi preciso criar festivais e encontros só de mulheres para que palhaças pudessem se apresentar. Hoje existe uma rede potente, mas a luta é diária — comenta. Assim como Maffalda, Margarita nasce de uma experiência pessoal: — É o que tenho de melhor em mim. Ela leva para o público as dificuldades e também a alegria de viver. Apresentado no Dia das Mães, o espetáculo ganha um sentido afetivo que dialoga diretamente com a carreira das artistas. Para Geni Viegas, exercer esse papel faz parte da vida. — Mãe é um estado. É amor, preocupação e muitos sentimentos. Mas o que queremos é celebrar. Tirar um tempo para sorrir junto e gargalhar. Isso faz bem para a vida. Os vínculos importam — conta. Para Margarita, o que se espera desse encontro cabe em uma palavra. — Alegria. Porque ela só existe quando é compartilhada — diz. O evento é realizado por Funarte, Ministério da Cultura, Governo Federal e Instituto Dagaz. Initial plugin text

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