Revista Oeste
Um embate judicial entre a Tether, uma das maiores companhias do setor de criptomoedas, e a Titan Holding, do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, envolve uma cobrança de US$ 300 milhões, cerca de R$ 1,5 bilhão. O processo tramita no Tribunal de Justiça de São Paulo há aproximadamente duas semanas, sobre contrato firmado em março do ano passado. + Leia mais notícias de Economia em Oeste Responsável pela emissão do dólar digital (USDT) e que movimenta valores diários em torno de US$ 100 bilhões, a Tether afirma que a concessão do empréstimo ocorreu quando não existiam registros de problemas no conglomerado Master. A Titan Holding pertence ao grupo. Os recursos, conforme a empresa, vieram do braço Tether Investments e não envolvem reservas em USDT. Em nota ao jornal O Estado de S. Paulo , a Tether declarou que “a Tether Investments concedeu o empréstimo de boa-fé e, assim como diversos outros credores, ainda não recebeu o respectivo pagamento", de modo a frisar que aguarda quitação. A defesa de Daniel Vorcaro não se posicionou sobre o caso. Detalhes do contrato https://www.youtube.com/watch?v=ah6kOcJR4Zk O contrato detalha que a empresa liberou o valor de US$ 300 milhões à Titan Holding em duas etapas. A primeira em 28 de março de 2025, coincidindo com o anúncio de intenção de compra do Banco Master pelo BRB. Já a segunda, cerca de quatro dias depois da anterior. A liquidação do débito deveria ocorrer com juros em até 12 meses, ou seja, até 28 de março deste ano. O acordo também previa que, em caso de rebaixamento da nota de crédito do Banco Master, a Tether poderia exigir o pagamento imediato e integral. Esse cenário se concretizou em setembro do ano passado, quando a Fitch Ratings reduziu a classificação de risco do Master, em meio a incertezas sobre a aprovação da venda ao BRB pelo Banco Central (BC). Leia também: "Os elefantes e a porta dos fundos" , artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 321 da Revista Oeste Depois da liquidação do Master, decretada pelo BC em 18 de novembro, houve o acionamento de outro gatilho de vencimento antecipado, segundo o processo apresentado pela Tether. Mesmo assim, ainda não houve a quitação do valor, e, com a incidência de juros, o saldo devedor chega a R$ 1,6 bilhão, de acordo com os cálculos da empresa de criptoativos. Responsáveis apontados e situação de Daniel Vorcaro O empresário Daniel Vorcaro, que está preso desde março na PF em Brasília | Foto: Reprodução/X No processo, a Tether aponta como responsáveis diretores da Titan Holding e antigos sócios de Vorcaro, Luiz Antônio Bull e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva. Indica, ainda, a Master Holding Financeira e Master Participações como devedores solidários. Daniel Vorcaro, apesar de investigado, não aparece como réu. O ex-banqueiro é alvo de inquérito da Polícia Federal por gestão fraudulenta do Master. Ele chegou a ser preso em novembro de 2025, um dia antes da liquidação, por venda de R$ 12,2 bi em créditos podres ao BRB. Em 4 de março deste ano, foi detido novamente por suspeita de planejar atos violentos e segue preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O post Gigante de criptomoedas que emprestou R$ 1,5 bi ao Master cobra dívida na Justiça apareceu primeiro em Revista Oeste .
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