Jornal O Globo
Com mais de 3,7 milhões de moradores e elevados índices de vulnerabilidade social, a Zona Sul de São Paulo deve ganhar reforço na política de segurança alimentar da capital. Até o fim de 2026, os bairros do Grajaú e Jardim Myrna receberão duas novas unidades do Armazém Solidário, programa da Prefeitura que oferece alimentos e produtos básicos com descontos de até 50% para famílias inscritas no CadÚnico. Os números registrados nas unidades confirmam a relevância do programa. Nas unidades distribuídas pelas zonas Norte, Leste e Sul, foram registrados 944 mil atendimentos em 2025, uma alta de 250% em relação ao ano anterior. Nesse primeiro quadrimestre, os armazéns venderam mais de 4,2 milhões de itens. Leite UHT, batata, cebola, laranja e detergente lideram a lista dos itens mais procurados. Com as duas próximas inaugurações, o programa fica mais próximo da meta de 16 supermercados funcionando até 2029. A proposta é que toda família de São Paulo em vulnerabilidade alimentar tenha acesso a comida boa e barata a poucos quilômetros de casa. A maior parte dos produtos é in natura e a venda de refrigerantes, bebidas alcoólicas e itens ultraprocessados é proibida. 944 mil atendimentos em 2025 4,2 milhões de itens vendido de janeiro a abril de 2026 16 mercados até 2029 R$ 120 milhões movimentados desde 2024 Os preços mais baixos são viabilizados pela compra direta com fornecedores e pelo caráter público da iniciativa. “O Armazém Solidário não visa lucro, mas ampliar o acesso a alimentos de qualidade para quem mais precisa”, afirma o secretário executivo de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento da cidade de São Paulo, Vítor Arruda. Cerca de 16% das frutas, legumes e verduras comercializados vêm de pequenos produtores ligados ao programa Sampa+Rural, com prioridade para a agricultura familiar. Desde a criação das unidades, o volume movimentado já supera R$ 120 milhões. Criados em 2024, esses armazéns integram uma política pública alinhada ao debate global sobre segurança alimentar. Dados da ONU indicam que 673 milhões de pessoas no mundo passam fome — uma em cada onze. O tema também esteve entre os eixos da Declaração de Belém, assinada durante a COP-30. A gestão das unidades é compartilhada entre a Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e o Instituto Nacional de Tecnologia, Educação, Cultura e Saúde (Intecs), organização sem fins lucrativos responsável pela operação. boxe1 Arte/G.Lab boxe2 Arte/G.Lab box3 Arte/G.Lab
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