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Um policial civil é preso acusado de matar a passageira de um carro de aplicativo Um policial civil foi preso, no Rio de Janeiro, acusado de matar a passageira de um carro de aplicativo. O tiro foi disparado durante uma briga no trânsito. Um carro preto de aplicativo faz uma manobra irregular. Um carro branco se aproxima e para. No banco de trás do carro preto está Thamires Rodrigues de Souza Peixoto. Com medo, o motorista que a levava pediu para não ser identificado: "Eu fui fazer uma manobra, porque ela ia para o sentido contrário do que o meu carro estava. E durante essa manobra, um carro veio na direção contrária da que eu estava e emparelhou com o meu carro, impedindo que eu passasse. Eu subi na calçada para evitar o contato com o carro dessa pessoa”. No carro branco, estava o policial civil Frede Uilson Souza de Jesus. "Ele começou a me xingar, a gritar, a falar um monte de coisa. Não devolvi as agressões. Quando eu saí com o carro do lado dele, ele, por sua vez, achou por bem atirar”, diz o motorista de aplicativo. O policial disparou um único tiro que atingiu Thamires nas costas. "Ficou me pedindo pelo amor de Deus, não deixa eu morrer, eu tenho duas filhas pequenas, por favor, me salva, me salva”, conta o motorista de aplicativo. No Rio, policial civil é preso acusado de matar passageira de carro de aplicativo Jornal Nacional/ Reprodução O motorista de carro de aplicativo chegou a levar Thamires para uma unidade de pronto atendimento, mas ela não resistiu. Frede Uilson se apresentou à polícia e, em depoimento na Delegacia de Homicídios, disse que ao entrar na rua e ver o carro fazendo a manobra, pensou que se tratava de um assalto e atirou. "A vizinha que viu falou que ele pegou a arma, nem olhou para trás. Botou a arma para fora da janela e atirou, simplesmente atirou”, diz Roseli de Oliveira, vizinha de Thamires. Frede Uilson Souza de Jesus está preso e vai responder por homicídio qualificado. Thamires tinha 28 anos e deixa o marido e duas filhas. Ela havia pedido o carro de aplicativo para ir ao salão de beleza. O fim de semana seria de comemoração. Além do Dia das Mães, no sábado (9), a filha mais nova completa 4 anos. "ENão sei por qual intuito ele resolveu atirar. Só que as pessoas, quando atiram, elas têm que ter noção de que elas matam alguém, que podem matar alguém, assumem o risco de matar alguém”, diz o motorista de aplicativo. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Passageira de carro de aplicativo morre após ser baleada em briga de trânsito na Zona Sudoeste do Rio Câmera registra manobra antes de briga de trânsito que terminou com passageira morta Policial civil apontado como autor de tiro que matou passageira em carro de aplicativo depõe
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