Jornal de Brasília
São Paulo, 8 - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou ontem que as suspeitas de crimes envolvendo o Banco Master devem ser investigadas "doa a quem doer", ao comentar o mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal contra o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI). O PP faz parte do arco de alianças de Tarcísio. Na próxima segunda-feira, a sigla realizaria um evento na capital paulista anunciando apoio à reeleição do chefe do Executivo estadual. No entanto, o ato - que contaria com a presença de Ciro Nogueira - foi adiado após a ação da PF, anteontem. "É um escândalo grave que precisa ser apurado, precisa ser investigado, doa a quem doer", disse Tarcísio. "Todas as pessoas que têm envolvimento precisam ser investigadas", declarou. O governador salientou que a operação da PF e as possíveis consequências das investigações não devem prejudicar a sua campanha à reeleição. Tarcísio apoia a pré-candidatura de seu ex-secretário de Segurança Pública, deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), ao Senado. "Não tem nada a ver com a gente", disse. As declarações foram feitas a jornalistas após a inauguração de ampliações no Hospital Geral do município de Itaquaquecetuba, na região metropolitana paulista. Também compareceram o vice-governador Felício Ramuth (MDB) e o pré-candidato à segunda vaga à Casa Alta com apoio do bolsonarismo, deputado estadual André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). EVENTO CANCELADO Tarcísio minimizou ainda o cancelamento do evento do PP. "Importante aqui é a aliança que a gente tem, consolidado que não envolve só o PP, mas envolve Republicanos, o PL, o PSD, o MDB, o PP, o União e o Podemos", afirmou. O chefe do Executivo paulista disse ainda que o País está diante de um grande escândalo nacional, "de proporções gigantescas". Estadão Conteúdo
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