Revista Oeste
Quase 18 milhões de famílias brasileiras receberam dinheiro de algum programa social do governo Lula em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 8. O número representa 22,7% dos cerca de 80 milhões de domicílios do país. Apesar de uma leve queda em relação a 2024, quando o índice era de 23,6%, o patamar segue acima do registrado antes da pandemia de covid-19. Em 2019, apenas 17,9% das famílias recebiam algum tipo de auxílio social. Em seis anos, o contingente de lares dependentes de programas públicos cresceu em 5,5 milhões. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e incluem benefícios federais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de programas estaduais e municipais. Dependência elevada de programas sociais O avanço da dependência de auxílios sociais ocorre mesmo com a recuperação gradual de indicadores econômicos nos últimos anos. Para especialistas em contas públicas e mercado de trabalho, os números reforçam a dificuldade do país em promover crescimento sustentável da renda e geração de empregos formais suficientes para reduzir a necessidade de transferência direta de renda. A expansão dos programas sociais ganhou força durante a pandemia, quando o número de famílias beneficiadas chegou a 22,2 milhões, equivalente a 31,4% dos domicílios brasileiros em 2020. Nos anos seguintes, houve redução, mas os índices permaneceram em nível superior ao período pré-crise sanitária. Cartão do programa Bolsa Família | Foto: Montagem Revista Oeste /Shutterstock O levantamento também mostra que a presença dos benefícios se consolidou como parcela importante da renda de milhões de brasileiros, especialmente entre as faixas mais pobres da população. Norte e Nordeste lideram o uso de programas Os dados do IBGE também mostram forte concentração dos benefícios nas regiões mais pobres do país. No Nordeste, 39,8% das famílias recebem algum tipo de auxílio social em 2025. No Norte, o índice é de 38,8%. Em contraste, no Sul, apenas 10,8% dos domicílios recebem benefícios, no Sudeste 14,8% e no Centro-Oeste 17%. O Bolsa Família também apresenta maior concentração em Estados do Norte e Nordeste. Em algumas unidades da Federação, quase metade dos domicílios depende do programa. Veja os Estados com maior proporção de famílias atendidas pelo Bolsa Família: Pará: 46,1%; Maranhão: 45,6%; Piauí: 45,3%; Alagoas: 41,7%; Amazonas: 40,8%; Ceará: 40,3%; Paraíba: 40,2%; Bahia: 38,7%; Acre: 38,6%; e Pernambuco: 37,6%. Segundo o levantamento, Estados do Sul e de São Paulo aparecem entre os que possuem menor proporção de beneficiários do programa. + Leia mais notícias de Economia em Oeste O post IBGE mostra que quase 1 em cada 4 famílias depende de programas sociais do governo apareceu primeiro em Revista Oeste .
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