Jornal O Globo
A sina do navio holandês MV Hondius mostra que vírus continuam a surpreender e a ameaçar, embora o risco de pandemia tenha sido afastado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Qual a probabilidade de alguém contrair no meio do Oceano Atlântico uma grave síndrome cardiopulmonar causada por um hantavírus raro, nativo de áreas rurais do interior da Argentina e que costuma ser transmitido apenas por ratos silvestres? O surto do Hondius é o segundo no mundo de transmissão de hantavírus entre pessoas. Até agora, há seis casos confirmados e quatro suspeitos de infecção entre passageiros e tripulantes do Hondius. E ninguém sabe ainda o que fazer com as aparentemente saudáveis 150 pessoas que ainda estão a bordo — o navio está nas Ilhas Canárias e deve chegar à Espanha no domingo. Dois especialistas em vírus, a pesquisadora Elba Lemons e o virologista Pedro Fernando da Costa Vaconcelos, explicam quais são as possíveis implicações deste que é um dos maiores casos de mistérios médicos desde a emergência do coronavírus Sars-Cov-2. Confira as duas entrevistas nos links abaixo: 'Quando se trata de vírus, jamais se pode baixar a guarda', diz especialista em hantaviroses da Fiocruz 'Os hantavírus são mais frequentes do que se imagina, mas seguem subnotificados', alerta virologista
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