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Rússia e Ucrânia se acusam mutuamente de violar trégua | Collector
Rússia e Ucrânia se acusam mutuamente de violar trégua
Jornal O Globo

Rússia e Ucrânia se acusam mutuamente de violar trégua

A Rússia e a Ucrânia se acusaram mutuamente, neste sábado, de violar um cessar-fogo de três dias mediado pelos Estados Unidos e anunciado pelo presidente americano, Donald Trump. O mandatário russo, Vladimir Putin, disse ainda que não recebeu uma proposta da Ucrânia sobre troca de prisioneiros. Discurso do Dia da Vitória: Putin diz que Rússia enfrenta 'força agressiva' apoiada pela Otan Entenda: Trump anuncia cessar-fogo de três dias entre Rússia e Ucrânia Segundo o Exército ucraniano, desde o começo do dia, o número de ataques russos ao país chegou a 51. Enquanto isso, o Ministério da Defesa da Rússia afirma que, “apesar da declaração de cessar-fogo, os grupos armados ucranianos lançaram ataques com drones e artilharia contra as posições de nossas tropas”. Neste sábado, Putin também sinalizou para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) durante a comemoração da vitória soviética contra os nazistas. Neste ano, a celebração foi realizada em formato reduzido. O ato na Praça Vermelha de Moscou durou apenas 45 minutos, incluindo o discurso presidencial, e não exibiu armamentos devido ao temor de ataques ucranianos. De modo diferente do ano passado, quando compareceram cerca de vinte dirigentes internacionais de países como China e Brasil, desta vez participaram apenas alguns líderes aliados, de nações como Belarus, Cazaquistão, Malásia e Eslováquia. Em seu discurso, Putin afirmou que “o grande sucesso da geração vencedora inspira hoje os soldados que realizam a operação militar especial (na Ucrânia)”. — Eles enfrentam uma força agressiva, armada e apoiada pelo conjunto do bloco da Otan. Estou firmemente convencido de que nossa causa é justa. Estamos juntos. A vitória foi nossa e será para sempre — continuou. Após mais de quatro anos de conflito, a Rússia controla cerca de 20% da Ucrânia, incluindo a península da Crimeia, anexada em 2014. Nas comemorações, exibidas na televisão russa, participaram soldados da Coreia do Norte, que em 2025 ajudaram Moscou a expulsar as tropas ucranianas da região russa de Kursk. A celebração, que teve início às 10h do horário local, é um evento-chave que permite a Putin exaltar a memória do triunfo soviético em 1945 e unir a população russa em apoio à campanha militar na Ucrânia. A internet móvel foi cortada no centro de Moscou durante o ato, e muitas ruas da capital estavam quase vazias, constataram jornalistas da AFP. Neste ano, as comemorações estavam ameaçadas pelos incessantes ataques com drones de Kiev e, apesar do cessar-fogo, os moradores de Moscou não pareciam esperançosos de que a paz retornaria em breve. O fim do conflito “não será tão cedo, por mais que todos queiramos a paz”, disse à AFP Elena, uma economista de 36 anos que preferiu não informar o sobrenome e que estava principalmente contrariada com o corte da internet. O 9 de maio é “um dia como qualquer outro”, acrescentou Daniil, de 26 anos, a caminho da academia. Questionado se esta breve trégua é o prelúdio para a paz, o russo respondeu com um breve “não”. Após duas tentativas de trégua, primeiro ucraniana e depois russa, que não foram respeitadas nesta semana, Trump anunciou na sexta-feira um cessar-fogo de três dias entre as partes a partir deste sábado. “Esperemos que seja o princípio do fim de uma guerra muito longa, mortal e difícil”, escreveu o mandatário americano em sua plataforma Truth Social, ao especificar que a medida seria acompanhada de uma “troca” de mil prisioneiros de cada país. Trump considerou que o fim da guerra está “cada vez mais próximo”, enquanto nesta semana foram retomadas as conversas entre negociadores ucranianos e americanos na Flórida. Essas conversas haviam ficado em segundo plano desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro. Na sexta-feira, Volodymyr Zelensky disse que espera a chegada à Ucrânia, nas próximas semanas, dos enviados de Washington.

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