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Rafa Kalimann fala da série 'Tempo para amar', que estreia neste domingo no GNT, e do primeiro Dia das Mães com a filha | Collector
Rafa Kalimann fala da série 'Tempo para amar', que estreia neste domingo no GNT, e do primeiro Dia das Mães com a filha
Jornal O Globo

Rafa Kalimann fala da série 'Tempo para amar', que estreia neste domingo no GNT, e do primeiro Dia das Mães com a filha

Rafa Kalimann lança neste domingo (9), data em que é comemorado o Dia das Mães, a série documental “Tempo para amar”, no GNT, às 22h. O projeto foi criado, produzido e dirigido por ela, que vai abordar, em quatro episódios, a maternidade real. Sua primeira filha, Zuza, nasceu em janeiro: Entrevista: Isabela Garcia fala da volta às novelas depois de oito anos e diz que tem a ajuda da irmã, Rosana, na preparação E mais: Fátima Bernardes fala sobre novo projeto com a filha na internet: 'Nunca imaginamos trabalhar juntas' — Eu estava indo para o quinto mês de gestação e percebi que tinha muita vontade de dar e de receber um abraço em outras mães que estavam passando pelo mesmo processo. Pensei em mil formas de fazer isso. Hoje em dia temos um meio de comunicação, que são as redes, mas para mim existia uma dificuldade muito grande de conseguir dar nome para o que eu estava sentindo, de conseguir verbalizar o que era viver a gestação. Então foi quando eu comecei a pensar na ideia do documentário. Com as ideias no papel, comecei a entender se eu estava disposta a abrir, de uma maneira tão real, tão vulnerável, com tanta profundidade, esse momento que é tão importante, tão sagrado para mim. Mas eu tinha um propósito muito grande, que era estar junto com outras mulheres e com as pessoas que as cercam, porque eu acho que a rede de apoio tem que estar muito ligada também, muito atenta ao que é esse processo de gestação. O processo todo foi lindo. Começamos a gravar quando eu estava com nove meses e terminamos há pouquíssimo tempo. Apesar de o documentário não romantizar a gravidez e abordar os desafios deste período, Rafa garante que o outro lado da moeda é muito maior e faz tudo valer a pena: — Eu falo muito sobre os desafios, tenho o propósito de ajudar e ser porta-voz de várias questões da maternidade, mas o outro lado é infinitamente maior. Lógico que não podemos romantizar a gestação e achar que tudo são mil flores, porque a culpa nasce quando a mãe se pega vivendo tantos conflitos e com dificuldade de verbalizar, porque a sociedade espera que ela seja sempre muito plena, feliz e realizada com o fato de gerar. Isso também se sente, isso também é vivo e real, mas também tem todo esse outro lado, que também precisa ser acolhido, escutado, entendido, verbalizado. O episódio de estreia mostrará conversas entre Rafa e o parceiro, o cantor Nattan, pai de Zuza, sobre solidão: — O sentimento de solidão da gestação não é o mesmo que acessamos na vida naturalmente. Ele caminha para outro lugar. Não é sobre estar sozinha ou não ter pessoas ao nosso redor. Somos nós conosco. Uma solidão da nossa própria vida, do que era, do que passa a ser, de não conseguir compartilhar com as pessoas ao nosso redor o que estamos sentindo, por mais que tentemos, por mais que as pessoas estejam interessadas em ouvir. A gestação é uma mistura de euforia com insegurança, de alegria com medo, tudo ao mesmo tempo. É muito intenso. Eu acho que essa solidão está mais ligada à mudança de vida, de não conseguir estar sempre ativa, não conseguir estar em todos os lugares, não conseguir ter uma rotina como antes. E ver as pessoas ao nosso redor vivendo suas próprias rotinas, ainda bem. Muitos fatores se somam a essa solidão e a tornam difícil de entender, mas eu acho que eu consegui mostrar bem no documentário. Eu quero que as pessoas entendam esse lugar da gravidez que não é muito falado. E não é fácil de lidar, não é fácil de encarar — explica. O documentário também aborda o processo de Nattan entendendo a paternidade: — O Nattan é um paizão. Foi bonito ver o processo dele. Para o pai também existe um processo. E o pai é menos ouvido. É claro que os pais não têm os mesmos desafios da mãe, mas na gestação também nasce um paternar. Talvez seja até mais difícil para o pai entender esse processo porque ele não está gerando a criança, não passa nove meses vivendo a gestação. Para o pai, é tudo mais racional do que emocional até o momento de a criança nascer. O Nattan teve esse processo. A apresentadora afirma que, mesmo viajando muito para fazer shows, o cantor participa ativamente de tudo que envolve a criação de Zuza: — Depois que a Zuza nasceu, ele conseguiu se reajustar muito. Ele consegue acabar um show e voltar para casa, se reorganizar. Eu estou voltando agora a viajar para gravações, passei esse tempo todo dentro de casa, mas nos ajustamos. Quando vou para compromissos de trabalho, ele fica em casa com a neném. Ele não gosta, mas troca fralda. Eu opto por tentar conciliar meus trabalhos durante a semana agora, porque são dias em que ele consegue estar em casa para ficar com ela. Nós nos ajeitamos. Por mais que tenhamos uma rotina muito acelerada, ainda conseguimos nos reajustar porque conversamos muito. Rafa afirma que Nattan sabe que não é rede de apoio e que a responsabilidade de cuidar de Zuza é tanto dele quanto dela: — A frase “pai não é rede de apoio” é extremamente falada aqui dentro de casa. E nem é sobre o Nattan, porque ele entendeu isso muito rápido. Pai é pai. Pai exerce seu papel. E ele exerce muitíssimo bem. Não tem isso, não. Nós dividimos tudo muito bem. Tem que acordar na madrugada. Nos revezamos muito bem. Claro que às vezes ele chega do show super cansado, e eu consegui dormir, então, obviamente, eu vou assumir (caso a bebê precise de algo). Mas ele faz questão de participar. Eu acho que esse é o ponto principal. Ele quer e tem interesse. A Zuza é enlouquecida por ele. A apresentadora fala sobre os desafios de ser mãe de primeira viagem e revela se pretende ter mais filhos: — Que primeira viagem mais doida. Eu descobri agora o que é o amor incondicional. Eu não sabia, até chegar a esse momento. Eu estou fazendo o que é possível para mim como mãe. O maternar é isso, não é o ideal, não é a perfeição, é o possível. Eu estou me descobrindo e aprendendo isso junto com a Zuza. Então tem várias vezes que eu olho para ela e falo: “Filha, isso aqui vai ficar melhor, a mamãe vai entender, a gente vai aprender juntas”. Os primeiros banhos, comparados aos banhos de agora, são completamente diferentes. É respeitar esse processo. Esta está sendo a viagem mais linda da minha vida, a mais importante de todas, a mais feliz que eu já tive, mas também a mais intensa, a mais cansativa de todas que eu já vivi. Mas eu quero ser uma mãe de segunda viagem logo, de terceira viagem, vamos embora. Tenho muita vontade, muita vontade de ter mais filhos, principalmente se vier com a Zuza. Não vai ser agora, existe uma hora para tudo, temos que respeitar isso, mas eu quero muito. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Este é o primeiro Dia das Mães de Rafa com Zuza nos braços: — Combinei de me reunir com a minha sogra e com a minha mãe. É o lançamento do documentário e o meu primeiro Dia das Mães, e eu quero muito estar com todo mundo junto. Eu espero que dê certo. Galerias Relacionadas Rafa Kalimann, Nattan e Zuza Reprodução/Instagram Initial plugin text

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