Jornal O Globo
O prefeito Eduardo Cavaliere determinou neste sábado a instalação de um radar na Rua Marquês de São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio, após uma menina de 5 anos ser atropelada por um motociclista ao sair da Escola Municipal Artur Ramos, uma das principais vias do bairro. A criança atravessava a faixa de pedestres acompanhada da responsável quando foi atingida pelo condutor, que avançou o sinal vermelho na última sexta-feira. 'Mães de UTI' falam de laços de amizade e de transformações após experiências diversas em hospitais O preço da imprudência: alto número de acidentes com motos atrasa cirurgias eletivas e afeta estoques de sangue Segundo a prefeitura, o motociclista já foi identificado a partir de imagens das câmeras da Civitas, além de registros dos radares e do cerco inteligente da cidade. O caso foi encaminhado à Polícia Civil. Ao comentar o episódio, Cavaliere afirmou em suas redes sociais que o caso deve ser tratado como crime e criticou a imprudência do condutor. — O que aconteceu não foi apenas um acidente. Isso aqui é crime. Esse lugar tem faixa de pedestre, tem placa, sinalização de trânsito, sinalização horizontal, segregação com as faixas identificando bem cada um dos lugares onde os carros e as motos devem circular. Esse motociclista tinha todos os avisos, mas ignorou a segurança de quem estava passando — disse o prefeito. O atropelamento ocorreu em frente à unidade escolar, em um dos trechos mais movimentados da Gávea. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a criança é atingida pela motocicleta enquanto atravessava a rua. A menina foi levada para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, recebeu atendimento médico e já teve alta. O prefeito afirmou ainda que medidas de fiscalização são importantes, mas defendeu maior conscientização da população no trânsito. — Fiscalização sozinha não resolve tudo. Nenhuma cidade funciona sem respeito às leis, às regras de trânsito e às pessoas. Civilidade é responsabilidade de todos nós. Quem coloca vidas em risco precisa responder pelos seus atos — afirmou.
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