Jornal O Globo
A ministra Cármen Lúcia concedeu um prazo de cinco dias para que o senador Sergio Moro apresente sua defesa prévia em um processo que ele responde sob a acusação de calúnia proferida contra o ministro Gilmar Mendes, também da Corte. A ação judicial é referente a um vídeo publicado pelo parlamentar em outubro de 2023, no qual ele afirmou que seria possível "comprar um habeas corpus" do magistrado, atribuindo-o ao crime de corrupção passiva, segundo uma denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). Disputa em SP: Salles diz que Eduardo Bolsonaro pratica 'bravatas' dos EUA, acusa Valdemar e expõe racha da direita pelo Senado Resposta à derrubada do veto: PT, PV e PCdoB acionam STF contra Lei da Dosimetria, que prevê redução de penas dos condenados do 8/1 Em outubro do ano passado, a Primeira Turma do Supremo decidiu, por maioria, rejeitar os recursos inicialmente apresentados por Moro contra a denúncia e mantê-lo como réu. Na época, Cármen Lúcia, enquanto relatora do processo, defendeu essa posição e foi acompanhada por unanimidade pelos outros magistrados. Ao se manifestar, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que Moro teve a intenção de "macular a imagem e a honra objetiva” do magistrado. Agora, com a abertura da fase de instrução da ação penal, o senador poderá apresentar argumentos de defesa, indicar provas e arrolar testemunhas. Caso seja condenado a mais de quatro anos de prisão, ele poderá perder o mandato. Procurado pelo GLOBO, Moro não se manifestou. Neste ano, ele disputará a eleição para o governo do Paraná como o candidato do PL, formando um palanque para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que concorrerá à Presidência. Nas urnas, ele enfrentará o ex-secretário estadual da Infraestrutura e Logística Sandro Alex (PSD), escolhido como sucessor do governador Ratinho Júnior, e o deputado estadual Requião Filho (PDT), que representará a esquerda.
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