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Um navio de cruzeiro navegava pelas águas isoladas do Atlântico Sul quando, subitamente, um surto de síndrome respiratória aguda interrompe a viagem e isola passageiros em suas cabines. O que as autoridades sanitárias internacionais detectaram em alto mar foi a presença do hantavírus — um vírus que, historicamente, depende do contato direto com o habitat de roedores silvestres para infectar humanos. Mas, em pleno oceano, a origem desse contágio e a disseminação entre os viajantes abriram uma interrogação preocupante para a ciência: será que o vírus estaria encontrando novas formas de circular? Enquanto a Organização Mundial da Saúde monitora o evento, aqui no Brasil, cientistas que analisam as mutações do vírus tentam entender como as mudanças climáticas e o avanço sobre áreas de mata estão alterando o mapa da doença em 2026. É um desafio que une biologia, ecologia e a urgência de um diagnóstico que não pode esperar. O que os dados mais recentes sobre o hantavírus revelam sobre a nossa segurança sanitária? Para explicar os riscos, os mitos e o trabalho de contenção que é feito nos laboratórios brasileiros, Renata Capucci e Maria Scodeler recebem no podcast Isso é Fantástico a pesquisadora Renata Carvalho de Oliveira Pires dos Santos, chefe do laboratório de hantaviroses e rickettsioses da Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz. Neste domingo (10), os cerca de 150 ocupantes do cruzeiro começaram a desembarcar no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias. A operação de retorno aos países de origem deve ser concluída até segunda-feira (11).
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