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Alemanha vai devolver fóssil de dinossauro brasileiro O fóssil cearense Irritator challengeri, levado ao exterior de maneira irregular, será devolvido ao Brasil pela Alemanha, após mais de 30 anos fora do país. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp O anúncio da devolução foi feito no dia 20 de abril pelo Ministério das Relações Exteriores em declaração conjunta com a Alemanha e marca um avanço histórico na repatriação de patrimônio fossilífero brasileiro. O Irritator challengeri foi descoberto na Chapada do Araripe, no Cariri cearense, mas estava desde de 1991 no Museu Estatal de História Natural de Stuttgart. Ele foi vendido ao museu alemão por um comerciante particular, indo contra uma lei brasileira de 1942 que diz que fósseis encontrados no Brasil são propriedade do Estado. O processo, que já se encontra em trâmites finais, teve participação do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), que atuou diretamente nas articulações internacionais para viabilizar o retorno do exemplar ao país. "Na declaração conjunta, Brasil e Alemanha destacaram a importância da cooperação científica na pesquisa de fósseis, com o objetivo de promover benefícios mútuos a partir do compartilhamento de experiências e acervos", disse a Secitece. Ainda segundo a Secretaria da Ciência, o retorno do fóssil ao Brasil será nos próximos meses, mediante o cumprimento das etapas burocráticas e de logística de transporte da peça, que exige cuidados específicos. Quando chegar, o fóssil deverá integrar o acervo do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri. A espécie Fóssil "Irritator challengeri" deverá integrar o acervo do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri, quando for devolvido pela Alemanha. Marcos Sales/IFCE Campus Acopiara O Irritator challengeri foi um dinossauro carnívoro com cerca de 6,5 metros de comprimento. Ele viveu há cerca de 110 milhões de anos, durante o período Cretáceo. O termo "Irritator", que dá nome ao gênero, deriva da palavra “irritação” e foi escolhido pelos paleontólogos alemães após constatarem que o crânio do fóssil havia sido adulterado por contrabandistas brasileiros. Partes ausentes foram preenchidas com gesso para valorizar a peça, o que exigiu um trabalho minucioso de remoção do material e gerou grande contrariedade entre os pesquisadores. Já o nome da espécie, "challengeri", é uma homenagem ao personagem Professor Challenger, da obra O Mundo Perdido, escrita por Arthur Conan Doyle. Um grande número de fósseis brasileiros acabou ilegalmente em coleções na Alemanha, como o crânio do Irritator challengeri, no museu de História Natural de Stuttgart. Kabacchi/CC/Wikipedia Assista aos vídeos mais vistos do Ceará
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