Revista Oeste
Guilherme Derrite (PP) pode ficar fora da disputa ao Senado por São Paulo em 2026. Embora o deputado federal mantenha a pré-candidatura à Casa Alta, dirigentes do PP avaliam tirá-lo do jogo. Um dos fatores que jogam contra a candidatura de Derrite é a entrada de André do Prado (PL) na disputa. Apesar de ser pouco conhecido nacionalmente, o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) terá como principal cabo eleitoral o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que será suplente na chapa do PL ao Senado. Na semana passada, o deputado federal Ricardo Salles (Novo) afirmou que a candidatura de André atrapalha os conservadores e ajuda a esquerda. Isso porque Derrite, André e Salles disputam a mesma base eleitoral. Derrite quase voltou ao PL Outro ponto pesa contra Derrite dentro do próprio PP. Antes do fim da janela partidária, o deputado conversou com o PL para voltar à legenda e disputar o Senado . A negociação foi revelada por Oeste em 8 de abril. Segundo relatos ouvidos pela reportagem, Derrite chegou a tratar da filiação e ouviu a promessa de que teria espaço na chapa majoritária, mas Valdemar Costa Neto barrou o retorno e o parlamentar permaneceu no PP. Essa movimentação incomodou a direção estadual do Progressistas, segundo interlocutores do partido. Eles acreditam que Derrite buscou uma alternativa eleitoral fora da legenda antes de consolidar sua candidatura pelo partido. PP não quer perder vaga ao Senado Há também dúvidas sobre a vaga a ser preenchida pelo PP no Senado. Aliados do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tratam Derrite como nome provável para a Segurança Pública em eventual vitória do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em março, Flávio anunciou, ao lado do deputado, a intenção de criar um Ministério da Segurança Pública caso seja eleito presidente. Se Derrite fosse eleito senador e deixasse o mandato para assumir uma pasta no Executivo, o PP perderia o titular na Casa Alta. A vaga ficaria com o suplente. A primeira suplência de Derrite deve ficar com José Vicente Santini, assessor especial do governador Tarcísio de Freitas e chefe do escritório do governo paulista em Brasília. https://www.youtube.com/watch?v=ZFS-PeInxMg Puxador de votos Nesse cenário, parte do PP vê Derrite como mais útil na Câmara dos Deputados . O deputado tem mandato até 2027, é filiado ao PP-SP e aparece oficialmente como titular em exercício na Casa Baixa. Os argumentos do PP para reconduzir Derrite à Câmara são eleitorais e financeiros. Como puxador de votos, o deputado poderia ajudar a eleger uma bancada maior do PP em São Paulo. Isso tem efeito direto sobre a distribuição futura do Fundo Eleitoral. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , 35% do fundo são divididos entre partidos que elegeram deputado federal, na proporção dos votos obtidos na última eleição geral; outros 48% seguem a representação de cada legenda na Câmara. Para o partido, mais votos para deputado federal e mais cadeiras na Câmara aumentam o peso da legenda na divisão dos recursos públicos de campanha. Uma candidatura forte de Derrite à Câmara poderia render votos suficientes para eleger outros nomes do PP e ampliar a fatia partidária no Fundo Eleitoral. Derrite nega recuo Publicamente, Derrite nega recuo. “Estou mais firme do que nunca”, disse o deputado, ao ser indagado por Oeste . “Estou disparado em primeiro lugar no campo da direita.” Nos bastidores, contudo, a candidatura passou a depender de três variáveis: a capacidade de evitar a pulverização do voto conservador, o desgaste com o PP de São Paulo e a conveniência partidária de manter Derrite na Câmara, onde seu desempenho eleitoral pode valer mais para a legenda do que uma campanha arriscada ao Senado. + Saiba mais sobre os bastidores da política em No Ponto https://www.youtube.com/watch?v=HBv1BZq-ZIs O post Derrite corre risco de ficar fora da disputa ao Senado em SP apareceu primeiro em Revista Oeste .
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