Jornal O Globo
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, defendeu nesta terça-feira a decisão da Espanha de receber na ilha de Tenerife o cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus, afirmando que “o mundo não precisa de mais egoísmo”. Doenças alérgicas: por que estamos tendo cada vez mais alergias? Café com leite é mais saudável? O que dizem os especialistas A operação de evacuação e repatriação dos passageiros do navio mobilizou autoridades sanitárias internacionais após o surgimento de casos da doença em diferentes países e a morte de três passageiros. Em entrevista coletiva, Sánchez rebateu críticas feitas durante a operação, especialmente questionamentos sobre por que outros países não assumiram o acolhimento do navio. — Ouvimos muitos representantes públicos se perguntando por que o país africano de Cabo Verde não acolhia a operação — afirmou. Segundo o premier espanhol, o governo optou por encarar a situação sob outra perspectiva. — Mas nós tínhamos claro que a pergunta não era essa, que a pergunta correta era outra (...) Por que não vamos ajudar quem precisa, se está ao nosso alcance fazê-lo? Pedro Sánchez fala durante uma coletiva de imprensa Cristina Quicler/AFP A Espanha coordenou a operação em Tenerife com apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizando desembarque controlado, voos especiais e protocolos de isolamento para passageiros e tripulantes do Hondius. O surto ligado ao cruzeiro já registrou casos confirmados nos Países Baixos, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Suíça, França e Estados Unidos. Apesar das críticas de autoridades regionais das Canárias, que demonstraram preocupação com riscos sanitários, o governo espanhol sustentou desde o início que a operação seguia protocolos rigorosos de saúde pública. Os últimos voos de evacuação pousaram na Holanda nesta segunda-feira, encerrando a retirada internacional dos ocupantes do navio.
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