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Chefe da OMS diz esperar que países sigam 'conselhos e recomendações' sobre hantavírus após evacuação de cruzeiro | Collector
Chefe da OMS diz esperar que países sigam 'conselhos e recomendações' sobre hantavírus após evacuação de cruzeiro
Jornal O Globo

Chefe da OMS diz esperar que países sigam 'conselhos e recomendações' sobre hantavírus após evacuação de cruzeiro

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta terça-feira esperar que os países sigam os “conselhos e recomendações” do organismo diante do surto de hantavírus ligado ao cruzeiro MV Hondius. Hantavírus em cruzeiro: Últimos voos de evacuação do navio pousam na Holanda e encerram operação; OMS alerta que 'trabalho não terminou' Mundo 'não precisa de mais egoísmo': Premier da Espanha defende acolhimento a cruzeiro com surto de hantavírus A declaração foi feita após a repatriação de passageiros e tripulantes de cerca de vinte nacionalidades diferentes que estavam a bordo da embarcação. — No que diz respeito aos protocolos de segurança, claro, a OMS tem diretrizes claras e espera-se que os países as sigam ou as utilizem — afirmou Tedros em entrevista coletiva ao lado do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, em Madri. O chefe da OMS reconheceu, porém, que cada país mantém autonomia para definir suas próprias medidas sanitárias. — Mas os países têm soberania e não podemos obrigá-los a adotar nossos protocolos — afirmou. Enquanto alguns países adotaram protocolos rígidos de hospitalização e isolamento preventivo, os Estados Unidos, por exemplo, afirmaram que os passageiros americanos não seriam necessariamente colocados em quarentena obrigatória. O MV Hondius teve a viagem interrompida após um surto de hantavírus que já deixou três mortos e casos confirmados em vários países. A cepa identificada a bordo foi a Andes, variante rara considerada a única conhecida até hoje com potencial de transmissão entre humanos. Após uma operação internacional de evacuação realizada em Tenerife, nas Ilhas Canárias, os ocupantes do navio foram enviados em voos especiais para seus países de origem, onde seguem sob acompanhamento.

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