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Fachada da 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte, no DF TV Globo/Reprodução Uma dentista do Distrito Federal foi dopada pela auxiliar, no próprio consultório, e teve R$ 93 mil transferidos de sua conta bancária via PIX, enquanto apresentava sonolência, desmaios e lapsos de memória. O caso aconteceu na Asa Norte, em Brasília. A Polícia Civil (PCDF) investiga o crime, que aconteceu entre os dias 15 e 20 de abril, deste ano. Conforme os documentos analisados, foram registradas transferências de R$ 8 mil, R$ 30 mil, R$ 15 mil e R$ 40 mil da conta da vítima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp O caso é tratado como roubo, mediante violência imprópria em razão da redução da capacidade de resistência da vítima mediante uso de substância, além de furto mediante fraude em relação a eventuais transações realizadas sem dopagem. Segundo a PCDF, a vítima começou a desconfiar da situação após passar mal repetidas vezes apenas no consultório, sem apresentar sintomas semelhantes em casa ou em outros locais. Ao consultar o extrato, a vítima identificou transferências sucessivas que, somadas, chegaram a R$ 93 mil, além de uma tentativa frustrada de transferência de mais R$ 16 mil. A investigação identificou que os valores foram enviados para a conta de uma terceira pessoa e, depois, repassados de forma parcelada à suspeita principal. O ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a rotina da vítima no consultório. A dentista costumava beber água em uma garrafa própria e, quando a garrafa esvaziava, pedia à auxiliar que a reabastecesse. Segundo a polícia, foi esse detalhe que gerou a suspeita de que a vítima pudesse estar sendo dopada durante o expediente. No curso da investigação, a auxiliar, que era uma pessoa de confiança da vítima e única funcionária do consultório, acabou confessando que colocava comprimidos de medicamento controlado na água da chefe. Ela também admitiu que se aproveitava dos momentos em que a patroa estava sob efeito da substância para acessar o celular, utilizar a senha bancária e realizar as transferências. Vídeos em alta no g1 De acordo com a investigação, a conta utilizada para receber os valores pertencia a uma conhecida da suspeita, que confirmou ter emprestado a conta para receber os depósitos e repassá-los posteriormente. A PCDF apura o grau de participação dessa segunda envolvida, bem como o destino final do dinheiro subtraído. Diante das provas, a Polícia Civil realizou, na manhã desta terça-feira (12), mandados de busca e apreensão em endereços vinculados às investigadas, além do bloqueio de valores até o limite de R$ 93 mil, com o objetivo de recuperar o prejuízo suportado pela vítima. A apuração segue em andamento para verificar se há outros valores desviados, identificar bens eventualmente adquiridos com o dinheiro subtraído e concluir a participação de cada envolvida. LEIA TAMBÉM: INCÊNDIO: Feira dos Importados tinha irregularidades de segurança antes de incêndio, dizem bombeiros INVESTIGAÇÃO: CLDF suspeita de monitoramento irregular de computadores Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
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