Jornal O Globo
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta terça-feira novos registros de hantavírus relacionados ao surto identificado entre passageiros do navio de expedição MV Hondius, elevando para 11 o total de ocorrências monitoradas no mundo, entre casos confirmados e prováveis. Segundo o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, três pessoas morreram em decorrência da infecção. “Até o momento, foram relatados onze casos, incluindo três mortes”, afirmou Tedros durante uma coletiva de imprensa. De acordo com ele, nove dos onze casos foram confirmados como infecção pelo vírus dos Andes — uma variante do hantavírus encontrada principalmente na América do Sul —, enquanto outros dois seguem classificados como prováveis. Na segunda-feira, um representante da OMS já havia informado à emissora BFMTV a existência de sete casos confirmados e dois prováveis, com três óbitos. Segundo a AFP, Países Baixos, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Suíça, França e os Estados Unidos registraram casos de cidadãos infectados após a detecção do surto no cruzeiro. Até o momento, sete pacientes de seis nacionalidades estão sob vigilância médica como casos confirmados da doença rara, transmitida aos humanos pelas fezes, urina ou saliva de roedores, segundo levantamento da agência com base em dados oficiais. Há ainda um caso adicional classificado como provável. Monitoramento internacional A ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist, realiza nesta terça-feira, às 16h45 no horário local, uma coletiva de imprensa com especialistas para discutir o acompanhamento dos passageiros e as medidas de vigilância sanitária. O navio MV Hondius deixou as Ilhas Canárias na noite de segunda-feira após o desembarque de todos os passageiros e segue agora para a Holanda, onde deve chegar no domingo, segundo o proprietário. Apesar da repercussão internacional do caso, Tedros buscou afastar temores de uma crise sanitária mais ampla. Em entrevista à BFMTV, o diretor-geral da OMS afirmou esperar que “os cidadãos franceses não se preocupem com esta situação”, ressaltando que o risco de disseminação é considerado baixo. Segundo ele, a organização não prevê, neste momento, uma pandemia associada ao surto.
Go to News Site