Collector
Mascote do TSE, Pilili provoca nova onda de ataques às urnas eletrônicas | Collector
Mascote do TSE, Pilili provoca nova onda de ataques às urnas eletrônicas
g1

Mascote do TSE, Pilili provoca nova onda de ataques às urnas eletrônicas

TSE lança mascote das Eleições 2026 O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e as urnas eletrônicas voltaram a ser alvo de ataques nas redes sociais após o lançamento da mascote Pilili, apresentada pela Corte na semana passada. Segundo o TSE, a personagem vai rodar o país para promover a participação da sociedade na votação deste ano, em que serão escolhidos o presidente, governadores, senadores e deputados. O nome é uma referência ao som emitido pela urna quando o voto é confirmado. Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp Pilili foi apresentada no evento que celebrou os 30 anos da urna eletrônica. Nesse período, afirma o TSE, o equipamento que substituiu a votação em papel transformou o processo eleitoral e trouxe mais confiança e segurança. "Nesses 30 anos, [a urna eletrônica] acabou com a fraude eleitoral, acabou com a possibilidade de uma pessoa votar por outra, acabou com a possibilidade de não ser o resultado escolhido pelo povo", disse a ministra Cármen Lúcia no evento de lançamento da mascote. Cármen Lúcia passa a presidência do TSE a Nunes Marques nesta terça-feira (12). Em entrevista ao g1 nas últimas eleições presidenciais, Julio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE, afirmou que a implantação da urna eletrônica eliminou a possibilidade de fraudes. "Não há absolutamente nenhuma comprovação de fraude no processo eleitoral brasileiro com urnas eletrônicas desde 1996, em contraste total com a realidade que nós tínhamos antes, com o processo em papel", diz Valente na ocasião. Ataque às urnas eletrônicas e a Pilili Na eleição de 2022, Jair Bolsonaro fez sucessivos ataques às urnas e levantou suspeitas sem apresentar qualquer prova. O ex-presidente foi condenado pelo TSE por abuso de poder e ficou inelegível por realizar uma reunião com embaixadores no Palácio do Planalto naquele ano para lançar suspeitas infundadas sobre o processo eleitoral. Depois, investigações da Polícia Federal revelaram que Mauro Cid, auxiliar direto de Bolsonaro, reconheceu a aliados que não havia qualquer indício de fraudes nas urnas. Pilili e a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia Alejandro Zambrana/Secom/TSE Nas redes sociais, o lançamento de Pilili — que não tem gênero definido, segundo o TSE — virou munição para novos ataques à urna eletrônica. Críticos afirmam que o mascote é uma tentativa do tribunal de desviar a atenção dos eleitores e "maquiar" supostos problemas. "O TSE está enfrentando uma crise institucional. Eles pensam o seguinte: 'O que podemos fazer para conter essa crise? E se a gente criasse um personagem, uma urna eletrônica, chamar ela de Pilili?'", afirmou o ex-deputado estadual Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei, que teve o mandato cassado por quebra de decoro após declarações sexistas e misóginas sobre refugiadas ucranianas. Um outro perfil postou um vídeo na rede X questionando a credibilidade da urna eletrônica: "Vamos falar do 'Pilili', da nossa famigerada urna eletrônica, tentando trazer de volta a credibilidade. Vem a dona Carmén Lúcia dizendo que elas impediram as fraudes. Eu me sentiria muito mais segura vendo meu voto impresso em papel, vendo contagem pública de votos", diz a publicação. Um terceiro vídeo no X diz que o TSE teria escolhido o nome Pilili como uma forma de infantilizar o eleitor e esconder irregularidades. "Não é fofura. É blindagem. Infantilização com um objetivo claro." Em 2022, o Fato ou Fake, serviço de checagem de fatos do Grupo Globo, esclareceu informações mentirosas sobre a urna eletrônica que circulam nas redes. Uma delas diz que o equipamento poderia ser hackeado ou corrompido com programas. Isso não é verdade. "As urnas eletrônicas não são conectadas à internet. O equipamento nem sequer tem essa possibilidade. Na urna, os votos são computados em um flash card. (...) Não tem como inserir nada. Só roda o software oficial do TSE, que tem os nomes e números dos candidatos e que, portanto, recebe o voto do eleitor", explicou Vitor Marchetti, cientista político e professor da Universidade Federal do ABC (UFABC). Procurado pela reportagem para saber como se posiciona frente aos ataques nas redes sociais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não respondeu.

Go to News Site