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Morre sobrevivente de Auschwitz que devolveu condecoração, aos 101 anos
Jornal O Globo

Morre sobrevivente de Auschwitz que devolveu condecoração, aos 101 anos

Um dos sobreviventes dos campos de concentração de Auschwitz, Albrecht Weinberg morreu aos 101 anos, segundo o jornal britânico The Guardian, nesta terça-feira (12). Ele perdeu a maior parte de sua família no Holocausto antes de retornar à Alemanha, com mais de 80 anos de idade. Sua morte acontece poucas semanas depois de seu aniversário e do lançamento do filme sobre a sua vida, intitulado "Es Ist Immer in Meinem Kopf" ("Está sempre na minha cabeça"). Veja também: Japão sacrifica mais de 14 mil ursos em ano recorde após onda de ataques fatais Sol da meia-noite: Fenômeno que inspirou sucesso de Zara Larsson, começa no Alasca nesta terça — Durmo com isso, acordo com isso, suo, tenho pesadelos, esse é o meu presente — disse ele, em um discurso sobre o tema, em 2025. A causa da morte não foi divulgada. Weinberg morreu em Leer, cidade no noroeste da Alemanha. O prefeito Claus-Peter Horst ressaltou a importância do seu papel social no país. — Desde que retornou de Nova York para sua casa na Frísia Oriental, há 14 anos, Albrecht relatou incansavelmente e com incrível energia suas terríveis experiências durante a era nazista e alertou repetidamente contra o esquecimento — avaliou o político. Em janeiro, Weinberg decidiu devolver a Cruz de Mérito Alemã, maior condecoração do país , que recebera pelo seu trabalho de visitar escolas para contar perseguições que ele e sua família sofreram. A atitude foi um protesto contra a aliança entre conservadores e a extrema direita durante uma votação no Parlamento. Na ocasião, os conservadores e o partido de extrema direita AfD uniram forças para aprovar uma moção não vinculativa, mas altamente simbólica, que buscava reforçar a política de imigração. — Temo que a história se repita — disse na época em entrevista à AFP. Além de Auschwitz, ele também sobreviveu a três marchas da morte no final da Segunda Guerra Mundial. Em palestras nas escolas, ele contava aos alunos sobre os horrores da guerra que viveu. — Quando minha geração não estiver mais neste mundo, quando desaparecermos do mundo, a próxima geração só poderá ler sobre isso em um livro — disse em um de seus discursos sobre o assunto.

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