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Texas processa Netflix e acusa plataforma de 'espionar' crianças e usar recursos viciantes
Jornal O Globo

Texas processa Netflix e acusa plataforma de 'espionar' crianças e usar recursos viciantes

A Netflix foi processada pelo estado do Texas sob acusação de coletar ilegalmente dados de usuários, incluindo crianças, e de usar ferramentas consideradas “viciantes” para aumentar o tempo de permanência na plataforma. A ação foi movida pelo procurador-geral texano, Ken Paxton, na segunda-feira. Sucesso: Funk brasileiro supera k-pop e trap latino e é o gênero musical que mais cresce no mundo, diz Spotify Arte: Vaca desaparecida põe em dúvida autenticidade de pintura atribuída a Peter Paul Rubens Segundo o processo, a empresa teria monitorado hábitos de visualização, preferências, dispositivos usados e até redes domésticas dos assinantes sem consentimento adequado. O estado acusa a companhia de compartilhar essas informações com empresas de publicidade e corretoras de dados, lucrando bilhões de dólares com o modelo. A ação também afirma que a plataforma utilizou os chamados “dark patterns”, mecanismos de design feitos para influenciar o comportamento do usuário e aumentar o consumo de conteúdo. Entre os exemplos citados está o autoplay, função que inicia automaticamente um novo episódio ou filme assim que outro termina. Para o Texas, o recurso foi projetado para manter usuários — especialmente crianças — conectados por mais tempo. No comunicado oficial divulgado pelo gabinete de Paxton, o procurador afirmou que a Netflix criou “um programa de vigilância” para lucrar com dados pessoais dos consumidores. O estado pede que a empresa interrompa a coleta considerada ilegal, desative o autoplay por padrão em perfis infantis e pague multas civis que podem chegar a US$ 10 mil por violação. O processo também resgata declarações antigas do cofundador da plataforma, Reed Hastings, que em 2020 afirmou que a companhia não coletava dados de usuários. Para o Texas, a empresa construiu sua imagem pública como alternativa “segura” às big techs de publicidade digital, mas posteriormente passou a operar um modelo semelhante ao das plataformas que criticava. Em resposta, a Netflix negou as acusações e disse que a ação judicial “não tem mérito” e é baseada em “informações imprecisas e distorcidas”. A companhia afirmou ainda que cumpre leis de privacidade e proteção de dados em todos os países onde atua e destacou seus controles parentais voltados ao público infantil. O caso se soma a uma onda de processos contra empresas de tecnologia e plataformas digitais nos Estados Unidos envolvendo supostos impactos do design de aplicativos e serviços sobre crianças e adolescentes. Recentemente, decisões judiciais envolvendo Meta e YouTube abriram precedente para ações relacionadas a produtos considerados potencialmente viciantes para jovens usuários.

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