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Trump publica imagem da Venezuela como o 51º estado dos EUA
Jornal O Globo

Trump publica imagem da Venezuela como o 51º estado dos EUA

Um dia depois de afirmar que estava "considerando seriamente" incorporar a Venezuela como o 51º estado dos EUA, o presidente americano, Donald Trump, publicou em sua rede social um mapa do país sul-americano com um desenho da bandeira americana em suas fronteiras e a sugestão para a incorporação, que é rejeitada pelas autoridades em Caracas. MP ordena exumação do corpo: Venezuela reconhece morte de preso político nove meses após óbito e mais de um ano após desaparecimento Disputa territorial: 'Essequibo é nosso', afirma Delcy Rodríguez em Haia A publicação, no Truth Social, não foi acompanhada por declarações de Trump. Na véspera, um jornalista da rede Fox News revelou ter ouvido do presidente, em uma conversa por telefone, que o republicano "está considerando seriamente a possibilidade de tornar a Venezuela o 51º estado". Publicação na rede social de Donald Trump Reprodução/Redes Sociais Ele acrescentou que sua principal motivação é o valor estimado de US$ 40 trilhões das reservas de petróleo — o país tem as maiores reservas comprovadas do mundo — e garantiu ser popular entre os venezuelanos. — A Venezuela ama Trump — concluiu. Desde a operação que capturou o presidente Nicolás Maduro, em janeiro, Trump estabeleceu um contato direto com os chavistas que permaneceram no poder, especialmente a presidente interina, Delcy Rodríguez. Apesar dos sinais de que a normalização das relações comerciais e políticas entre os dois lados está a caminho, não há data para eleições livres e diretas, e muitos dos elementos ligados à repressão dos tempos de Maduro ainda dão as ordens em Caracas. Ao comentar a entrevista, uma porta-voz da Casa Branca disse que o presidente é “famoso por nunca aceitar o status quo” e elogiou Delcy por “trabalhar de forma incrivelmente cooperativa” com os EUA. Na segunda-feira, a líder interina da Venezuela não pareceu animada com a ideia. Em Haia, na Holanda, onde acompanhou as audiências de uma disputa territorial com a Guiana na Corte Internacional de Justiça, Delcy afirmou que “continuaremos a defender nossa integridade, nossa soberania, nossa independência e nossa história”, e que a Venezuela "não é uma colônia, mas um país livre". Ameaçar incorporar outros países soberanos aos EUA — uma ação que potencialmente viola as leis internacionais — se tornou um expediente corriqueiro desde a vitória de Donald Trump na eleição de 2024. Naquele mesmo ano, pouco antes de sua posse, sugeriu que o México deveria se tornar um estado americano devido ao déficit comercial entre os dois países, proposta rejeitada pela presidente, Claudia Sheinbaum. Em seguida, voltou suas atenções ao Canadá, em um movimento mais uma vez associado a questões econômicas. Neste caso, o tiro saiu pela culatra: a retórica da Casa Branca ajudou o Partido Liberal a reverter a desvantagem nas pesquisas para as eleições gerais em 2025 e a permanecer no poder, agora com Mark Carney como premier. Além dos três países, a Groenlândia, território administrado pela Dinamarca, segue na mira de Trump, em uma movimentação que causou fissuras dentro da Otan, a principal aliança militar do Ocidente, e ajudou a piorar as relações entre os dois lados do Oceano Atlântico. Nesta terça-feira, autoridades groenlandesas disseram ter avançado em negociações para o estabelecimento de novas bases militares americanas na região, mas que não há acordo fechado e que o território "não está à venda".

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