Revista Oeste
Uma análise da área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou “indícios consistentes” de sobrepreço em contratos firmados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para o aluguel de um edifício no Setor de Autarquias Norte, em Brasília, sem licitação. Os contratos foram assinados com a empresa Lotus Tower Empreendimentos Imobiliários e Participações Ltda.. O acordo do Cade soma R$ 99,2 milhões, enquanto o da Antaq chega a R$ 104 milhões. Os valores mensais previstos são de R$ 160 por metro quadrado e R$ 174,60 por metro quadrado, respectivamente. + Leia mais notícias de Política em Oeste Segundo a Unidade de Auditoria Especializada em Contratações do TCU, o preço médio de locação de imóveis comerciais na região é de R$ 41,86 por metro quadrado, patamar consideravelmente inferior ao estipulado nos contratos analisados. Relatório do TCU identificou indícios de sobrepreço em contrato do Cade e Antaq | Foto: Reprodução/Metrópoles “Os dois contratos expostos acima apresentam indícios de que os preços estão muito acima da média de mercado apurada por entidades especializadas”, registra a instrução técnica obtida pelo portal Metrópoles. O documento recomenda a realização de oitivas com a Antaq, o Cade e a Lotus Tower para esclarecer as supostas irregularidades. Em janeiro, o portal revelou que o fundo Capitânia Office FII, administrado pelo BTG Pactual, adquiriu participação no empreendimento imobiliário por R$ 1,9 bilhão. Cade e Antaq justificam gasto com aluguel Em nota, o Cade afirmou que atualmente desembolsa cerca de R$ 12 milhões anuais com sua sede, incluindo aluguel e serviços como vigilância, manutenção predial, brigadistas e elevadores. De acordo com o órgão, o novo contrato prevê custo anual de R$ 9,9 milhões “já inclusos todos esses serviços”. Sede do Tribunal de Contas da União, em Brasília | Foto: DIvulgação/TCU A autarquia também destacou que o acordo foi firmado na gestão anterior, encerrada em 13 de julho de 2025. “O atual comando da autarquia está em contato e colaborando com os órgãos de controle", informou. "Caso sejam levantadas irregularidades sanáveis pelos órgãos de controle, serão tomadas as medidas cabíveis para resolvê-las.” A Antaq sustentou que a contratação ocorreu diante da necessidade de ampliar e adequar sua estrutura física, uma vez que o espaço atualmente utilizado já não atenderia às demandas institucionais nem à expansão prevista do quadro de servidores. “A Antaq ressalta ainda que a análise da contratação considera o custo global da operação, e não apenas o valor nominal do aluguel por metro quadrado", declarou a agência. "Diferentemente do modelo atual, o novo contrato contempla, de forma integrada, serviços essenciais de facilities , como vigilância, recepção, brigadistas, manutenção e seguros, entre outros.” O post TCU vê indícios de sobrepreço em aluguel de R$ 205 milhões do Cade e da Antaq apareceu primeiro em Revista Oeste .
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