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Sabesp e Comgás vão custear mudança e reconstrução de casas após explosão em São Paulo | Collector
Sabesp e Comgás vão custear mudança e reconstrução de casas após explosão em São Paulo
Jornal O Globo

Sabesp e Comgás vão custear mudança e reconstrução de casas após explosão em São Paulo

Dois dias após a explosão no Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, o governo do estado afirmou que as famílias desabrigadas pelo incidente poderão escolher entre diferentes modalidades de atendimento habitacional, incluindo a reconstrução das casas no próprio bairro, aluguel social ou transferência para imóveis da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo (CDHU). Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, cerca de 40 unidades habitacionais já estão prontas e poderão ser utilizadas para acolher os moradores, parte delas na região da Raposo Tavares e no centro da capital. O governo também destacou que qualquer custo referente à compra de imóveis ou reconstrução será custeado pela Sabesp e pela Comgás. O coronel Elcio Moreira, designado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para coordenar a interlocução entre os órgãos envolvidos, afirmou que a orientação do Palácio dos Bandeirantes é garantir uma “solução rápida e definitiva” às famílias afetadas. Durante coletiva nesta quarta-feira, representantes do governo reforçaram que a ajuda emergencial de R$ 5 mil paga às famílias não substitui futuras indenizações por danos materiais. Segundo as concessionárias, 232 pessoas já haviam sido cadastradas até a manhã desta quarta, e 84 famílias receberam o valor integral do auxílio. O valor também é custeado pelas concessionárias. De acordo com o tenente Maxwell Souza, da Defesa Civil, 105 residências foram vistoriadas em cerca de 14 horas de operação conjunta entre equipes estaduais e municipais. Destas, 86 foram liberadas para o retorno imediato das famílias, 14 seguem interditadas cautelarmente para reparos estruturais e cinco sofreram interdição definitiva. — As cinco interdições definitivas significam que esse imóvel vai ser demolido. Não há mais o que ser feito, será feita uma reconstrução desse imóvel — afirmou o oficial. As causas da explosão ainda são investigadas. Questionados, representantes da Comgás afirmaram que a companhia segue colaborando com as apurações técnicas e que, até o momento, não há conclusão sobre a origem do acidente. Técnicos da concessionária acompanham os trabalhos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e da Defesa Civil. Desde o acidente, moradores relatam dificuldades para retornar às casas e recuperar pertences. Parte da área segue isolada por risco estrutural, e equipes da Defesa Civil continuam monitorando os imóveis atingidos. A explosão causou a morte do vigilante Alex Sandro Fernandes Nunes, 49, e deixou outras três pessoas feridas. Osmar Braz Henrique, 55, sofreu uma fratura no cóccix e recebeu alta ainda nesta terça-feira. Já Fernando Silva da Cunha, 33, funcionário da Sabesp, foi transferido para o Hospital das Clínicas. A terceira vítima permanece internada no Hospital Regional de Osasco. Segundo a Defesa Civil, a família de Alex Sandro pediu que o corpo fosse levado para Minas Gerais, onde será enterrado. O translado foi ser custeado pelas empresas envolvidas.

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