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Brasil é 'mediador' e precisa ampliar influência no cotidiano dos EUA, diz diplomata
Jornal O Globo

Brasil é 'mediador' e precisa ampliar influência no cotidiano dos EUA, diz diplomata

O Brasil é um país que caminha pela linha do meio e não vai se alinhar completamente nem aos Estados Unidos, nem à China, afirmou Thomas Shannon, ex-embaixador dos EUA no Brasil e ex-subsecretário de Estado para Assuntos Políticos e do Hemisfério Ocidental. Ele participou do evento Summit Brazil-EUA, organizado pelo Valor em Nova York durante a semana dedicada ao país na cidade americana. Em Nova York: Líderes debatem geopolítica, comércio e IA Summit Brazil-EUA: EUA e Brasil devem ampliar cooperação em segurança regional, diz senador republicano Shannon classificou o Brasil como uma espécie de "mediador" — "um dos mais significativos" nesse grupo de nações, segundo Shannon — com o papel de "lembrar aos EUA e à China que o mundo é maior” do que esses dois países. Segundo Shannon, os presidentes de Brasil e EUA parecem ter decidido que ter uma boa relação é melhor do que a "briga aberta" que emergiu anteriormente. — São duas grandes democracias, duas grandes economias que podem ter papel importante em moldar o mundo em que vivemos — declarou. Para o ex-embaixador, por um tempo, empresas brasileiras acreditaram que fazer negócios com os EUA era suficiente e não investiram em construir narrativas que mostrassem o papel do Brasil no dia a dia e no futuro dos americanos. — É muito difícil para um americano acordar e não ser tocado pelo Brasil de alguma forma — disse, citando produtos brasileiros como café, suco de laranja, carne e frango. — Isso precisa ser entendido melhor pelo Brasil e ser explorado. Brian Winter: Interesse em terras raras mudou postura dos EUA ante o Brasil, diz vice-presidente de políticas da Americas Society O Brasil, assim como a América Latina em geral, tem vantagens estratégicas, não só geográficas, porque está longe dos principais conflitos globais atuais, mas também geopolíticos, apontou Brian Winter, vice-presidente de políticas da Americas Society/Council of the Americas. — É uma parte do mundo que vem tentando muito ter essa postura mais balanceada — disse Winter, em relação às tensões entre EUA e China. Essas vantagens competitivas, segundo Winter, têm aparecido na boa performance de ativos de mercados emergentes e também na força do real ante o dólar. — Investidores pelo mundo estão vendo as vantagens da América Latina agora — afirmou.

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