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Robô acrobata? Androide faz estrelinha e dá salto mortal com pouso firme em teste nos EUA; vídeo | Collector
Robô acrobata? Androide faz estrelinha e dá salto mortal com pouso firme em teste nos EUA; vídeo
Jornal O Globo

Robô acrobata? Androide faz estrelinha e dá salto mortal com pouso firme em teste nos EUA; vídeo

O robô humanoide Atlas, da Boston Dynamics, voltou a chamar atenção ao executar uma sequência de movimentos acrobáticos que inclui uma estrela e um salto mortal para trás, com pouso estável sobre os dois pés. O teste faz parte da reta final do ciclo de avaliação da versão de pesquisa do robô, antes da transição para um modelo voltado à produção industrial. WhatsApp: agora é possível falar com a Meta AI sem ser bisbilhotado pela empresa ‘Tive meu cérebro lavado por um robô’: casos de psicose induzida por IA alarmam especialistas Em colaboração com o Robotics & AI Institute (RAI), a Boston Dynamics submeteu o Atlas a uma série de movimentos de corpo inteiro, que vão de uma caminhada fluida a acrobacias, quedas, tropeços e recuperações. O objetivo foi avaliar os limites do software de controle do humanoide e mostrar como políticas de movimento treinadas em simulação podem ser transferidas para robôs reais. No vídeo, o Atlas começa caminhando por um espaço aberto, com uma passada que lembra a de um humano. Em seguida, a demonstração ganha intensidade: o robô executa uma estrela, deslocando-se de lado com braços e pernas coordenados para manter o impulso, e emenda o movimento em um salto mortal para trás. No ar, dobra o corpo, gira e aterrissa de forma limpa, absorvendo o impacto sem cair, segundo o Techeblog. A gravação também inclui reprises em câmera lenta e um trecho de erros, mostrando diversas tentativas em que o robô desaba ou perde o equilíbrio durante os testes. Em um dos momentos, o Atlas dá um passo para baixo, posiciona mal o pé por instantes e, antes de continuar, faz um pequeno ajuste para recuperar a estabilidade. Essas correções discretas indicam o nível de sofisticação do sistema de controle, embora outros trechos exponham limites do equipamento, como tropeços e até a perda de uma cobertura do pé após um pouso mais forte. CEO da OpenAI, Sam Altman, diz em julgamento que Musk 'queria 90%' da empresa O RAI Institute, antigo The AI Institute, é liderado por Marc Raibert, fundador da Boston Dynamics, e teve papel central no desenvolvimento da chamada “IA física” por trás dos movimentos recentes do Atlas. Em publicações no X e no YouTube, o instituto afirmou que as manobras de ginástica vistas nos vídeos e a caminhada natural apresentada na CES 2026 são produzidas pela mesma estrutura de aprendizado, e não por sistemas separados, segundo o Humanoids Daily. De acordo com o RAI Institute, esses comportamentos se baseiam em uma abordagem de aprendizado de corpo inteiro projetada para transferência “zero-shot”, permitindo que políticas de controle treinadas em simulação funcionem em hardware físico sem ajustes adicionais. A ideia é avançar para um comportamento humanoide mais robusto e generalista, em que um único sistema consiga lidar com uma ampla variedade de movimentos e tarefas. A colaboração entre o RAI Institute e a Boston Dynamics foi formalizada no início de 2025, em uma parceria voltada ao avanço da robótica humanoide por meio de aprendizado por reforço. Entre os objetivos anunciados estavam melhorar a transferência de comportamentos ágeis da simulação para robôs reais, aprimorar habilidades de locomoção com manipulação de objetos e desenvolver estratégias de contato de corpo inteiro, coordenando braços e pernas em tarefas dinâmicas. A parceria também se apoia em trabalhos anteriores com aprendizado por reforço, incluindo o Spot Reinforcement Learning Researcher Kit, que permitiu ao robô quadrúpede Spot atingir velocidades recordes de corrida, segundo o Humanoids Daily. Embora a versão de pesquisa do Atlas realize acrobacias em demonstrações, o modelo de produção está sendo preparado para uso industrial. Voltado ao ambiente corporativo, o novo Atlas foi projetado para manufatura em larga escala, com 56 graus de liberdade e uma garra tátil de quatro dedos. O Hyundai Motor Group confirmou que pretende implantar o robô na Hyundai Motor Group Metaplant America até 2028, inicialmente em tarefas de sequenciamento de peças, antes de expandir sua atuação para montagem completa de componentes até 2030.

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