Jornal O Globo
A ofensiva digital do dono do Master, Daniel Vorcaro, incluía até mesmo a derrubada de perfis de redes sociais de pessoas críticas ao grupo, utilizando expedientes como invasão de dispositivos ou contas e o monitoramento das telecomunicações. As operações ocorriam no âmbito do grupo "Os Meninos", núcleo voltado a ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital, de acordo com a PF. O líder do grupo, David Henrique Alves, recebia pagamentos mensais de cerca de R$ 35 mil para organizar as operações. Os valores eram repassados por um comparsa do banqueiro, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como o “Sicário". Conforme revelou o blog, quatro meses antes de ser alvo de uma ordem de prisão expedida pela Justiça Federal de Brasília, Vorcaro teve acesso a três procedimentos que tramitavam sob sigilo no Ministério Público Federal (MPF) – inclusive aquele que apurava irregularidades na compra do Master pelo BRB e que o levaria a ser detido por policiais federais antes de embarcar num jatinho no aeroporto internacional de Guarulhos, em 17 de novembro de 2025. As investigações do caso Master mostraram que, além do sistema do MPF, Vorcaro também teve acesso a informações da própria Polícia Federal e de organismos internacionais como o FBI e a Interpol. A PF investiga se houve vazamento da primeira ordem de prisão de Vorcaro, em novembro do ano passado. * Esta matéria está em atualização
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