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Deputado cobra apuração sobre vazamento de áudios de Flávio Bolsonaro | Collector
Deputado cobra apuração sobre vazamento de áudios de Flávio Bolsonaro
Revista Oeste

Deputado cobra apuração sobre vazamento de áudios de Flávio Bolsonaro

Depois da divulgação de áudios que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master , o deputado federal José Medeiros (PL-MT) solicitou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, nesta quarta-feira, 13, esclarecimentos sobre o vazamento dessas informações. O parlamentar quer saber como conteúdos sob sigilo investigativo foram parar na imprensa. + Entenda o que é Política em Oeste Os áudios e mensagens, revelados pelo Intercept Brasil nesta quarta-feira, 13, mostram que Flávio Bolsonaro cobrou um patrocínio de Vorcaro para o filme “ Dark Horse ”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador, que também é pré-candidato à Presidência, reconheceu a autenticidade dos áudios divulgados. Pedido de investigação e alegação de uso político No pedido enviado ao governo federal, Medeiros exige auditoria nos acessos e logs dos arquivos, além da identificação de todos os agentes públicos que tiveram contato com o material. Ele alega sinais de “vazamento seletivo” e alerta para possível “uso político-midiático do material sigiloso”. O deputado também expressou preocupação com o fato de veículos alinhados ao governo federal terem divulgado as informações inicialmente. https://www.youtube.com/watch?v=aMkRtiCfT08 De acordo com a reportagem, Flávio Bolsonaro teria solicitado, em 2025, US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões à época) a Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro — valor a ser pago em 14 parcelas. Apenas US$ 10,6 milhões (R$ 61 milhões) foram efetivamente repassados. O senador confirmou o pedido, mas não detalhou os valores. Em áudio enviado em 8 de setembro de 2025, Flávio Bolsonaro cobrou Vorcaro sobre parcelas atrasadas ligadas à produção — uma cobrança que, segundo aliados do senador, reflete uma relação contratual ordinária, não o episódio de pressão descrito pelo Intercept. “Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel [ator que interpreta Bolsonaro no filme] , num Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme] , os caras, pô, renomadíssimos lá no cinema norte-americano e mundial", afirmou Flávio no áudio. "Pô, ia ser muito ruim." Reação de Flávio Bolsonaro e defesa de CPI Em nota publicada nesta quarta-feira, 13, Flávio Bolsonaro defendeu a criação de uma CPI para investigar o Banco Master e afirmou que buscava patrocínio privado para um filme sobre seu pai, sem recorrer a recursos públicos ou à Lei Rouanet. “Não ofereci vantagens em troca", disse o senador. "Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem.” Leia a nota na íntegra: "Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do Master já." Leia também: “Os tentáculos do Master" , artigo de Carlo Cauti na Edição 305 da Revista Oeste O post Deputado cobra apuração sobre vazamento de áudios de Flávio Bolsonaro apareceu primeiro em Revista Oeste .

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