Folha de S.Paulo
A transferência de "Boca a Boca" para a Biblioteca Mário de Andrade , em sua temporada atual, acrescenta uma camada de ironia histórica e profundidade arquitetônica que redefine a recepção da obra. Se no Teatro Oficina o espetáculo bebia da antropofagia ritual e do chão de terra, na Biblioteca ele se instala no coração do pensamento intelectual paulistano. Ocupar esse templo do saber com a "lira maldizente" de Gregório de Matos é, por si só, um ato de invasão poética: o poeta que foi silenciado pelas prensas oficiais e banido para o exílio retorna, agora, ao centro do cânone literário - sem, no entanto, perder sua essência marginal e perigosa. Leia mais (05/14/2026 - 11h00)
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