GloboNews
Áudio de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro; ouça O deputado federal Mário Frias, produtor executivo do filme "Dark Horse", sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e a produtora GOUP Entertainment divulgaram nota na quarta-feira (13) em que disseram que a cinebiografia não recebeu "nenhum centavo" do banqueiro Daniel Vorcaro. Em comunicado divulgado nas redes sociais, a GOUP afirmou “categoricamente” que não há "um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário" entre os investidores do longa-metragem. Também em nota, Frias afirmou que Flávio Bolsonaro “não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora”. Segundo ele, o senador apenas cedeu os direitos de imagem da família Bolsonaro. A manifestação foi feita após áudios do senador Flávio Bolsonaro (PL) pedindo dinheiro a Vorcaro serem divulgados pelo site The Intercept Brasil. Segundo a GOUP Entertainment, a legislação norte-americana aplicável a operações privadas de captação no setor audiovisual impede a divulgação da identidade de investidores protegidos por acordos de confidencialidade, conhecidos como Non-Disclosure Agreements (NDAs). A produtora afirma que o projeto foi estruturado por meio de “articulações, parcerias e mecanismos legítimos do mercado de entretenimento nacional e internacional”, sem uso de recursos públicos. O deputado Mário Frias, o senador Flávio Bolsonaro e o ator Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme 'Dark Horse' (O Azarão), sobre a vida do ex-presidente brasileiro. Reprodução/Redes Sociais A empresa também declarou que eventuais conversas ou apresentações do projeto a empresários e potenciais apoiadores não configuram investimento, participação societária ou transferência de recursos. “A GOUP Entertainment repudia, portanto, tentativas de associação indevida entre a produção cinematográfica e fatos externos desprovidos de comprovação documental, financeira ou contratual”, diz trecho da nota. A produtora afirmou ainda que permanece à disposição das autoridades e da imprensa para prestar esclarecimentos sobre o caso. Deputado roteirista Mario Frias, ex-secretário especial de Cultura do governo federal, e atual deputado federal. Roberto Castro/ Mtur Na nota divulgada também nesta quarta-feira (14), o deputado Mário Frias - roteirista do longa e que se apresenta como produtor executivo do filme - afirmou que Flávio Bolsonaro “não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora”. Segundo ele, o senador apenas cedeu os direitos de imagem da família Bolsonaro. “O senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora. Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte”, declarou Frias. O deputado também reforçou a negativa sobre a participação de Daniel Vorcaro no financiamento do longa. “Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse”, afirmou. Frias disse ainda que, mesmo que houvesse investimento do empresário, “não haveria problema algum”, por se tratar de uma relação privada sem uso de recursos públicos. Segundo o parlamentar, Dark Horse é uma “superprodução em padrão hollywoodiano”, financiada integralmente com capital privado e com participação de profissionais internacionais do cinema. Ele afirmou que o projeto será lançado nos próximos meses. Na nota, Mário Frias também declarou que o filme vem sofrendo “ataques direcionados” desde o anúncio da produção, com tentativas de descredibilizar a obra perante investidores e o público. “Há uma tentativa permanente de descredibilizar a obra perante a opinião pública, investidores e parceiros do setor audiovisual, muitas vezes por motivações claramente políticas e ideológicas”, afirmou. O deputado encerrou a manifestação citando sua passagem pela Secretaria Especial da Cultura durante o governo Bolsonaro. “Geri bilhões da Lei Rouanet à frente da Secretaria Especial da Cultura e saí do governo com as mãos limpas. Quem não se enriqueceu com bilhões certamente não iria se sujar pelos R$ 2 milhões que a imprensa agora tenta atribuir”, disse.
Go to News Site