Jornal O Globo
O diretório do partido Novo no Paraná criticou a reação do ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo-MG) aos áudios enviados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. No estado, a legenda aposta na pré-candidatura ao Senado do ex-deputado federal e ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol, lançado em uma chapa junto ao PL, que tem o senador Sergio Moro (PL-PR) como postulante ao governo. "A divulgação do vídeo pela equipe de comunicação de Zema foi precipitada e gerou ruídos desnecessários em alianças já estabelecidas", afirmou o diretório paranaense do partido. A sigla também afirmou que "posicionamentos públicos dessa natureza devem observar alinhamento prévio com a convenção nacional do partido, o que não ocorreu neste caso". O comunicado também afirma que a aliança entre o PL e o Novo no Paraná "permanece sólida" e unida pela "oposição ao PT e ao ideário da esquerda". No estado, assim como em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, integrantes do Novo chegaram a defender no passado Zema como opção viável de vice para Flávio para fortalecer as alianças regionais entre as duas siglas. A nota, por sua vez, faz referência ao vídeo publicado por Zema ontem, no qual ele classificou a revelação dos áudios enviados por Flávio a Vorcaro como "um tapa na cara do Brasil" e uma atitude "imperdoável". A reação rendeu críticas ao ex-governador mineiro por parte das pessoas próximas a Flávio, como o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o coordenador da campanha presidencial, o senador Rogério Marinho (PL-RN). Em publicações nas redes sociais, eles classificaram Zema como "oportunista". Já no PR, a crise ligada a Flávio virou artilharia da esquerda contra Moro e Dallagnol, sendo usada pela ex-ministra e pré-candidata ao Senado Gleisi Hoffmann para cobrar ambos sobre uma posição em relação ao enfrentamento do caso Master.
Go to News Site