Jornal de Brasília
MC Poze do Rodo foi solto no início da tarde desta quinta-feira (14), após decisão da Justiça Federal, e a notícia me alcançou tentando decidir se o pós-almoço merecia uma água de coco ou uma fuga estratégica para casa. Mas o Rio não deixa ninguém digerir em paz: quando olhei o celular, Poze estava saindo de Bangu, de chinelo, camiseta branca e cercado por família, amigos e fãs. Minha filha, no roteiro carioca, até a sobremesa disputa espaço com habeas corpus. O cantor Marlon Brendon Coelho Couto da Silva deixou o Presídio Joaquim Ferreira, anexo da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. Ele estava preso havia quase um mês. Ao sair da unidade prisional, Poze foi escoltado por uma equipe da Secretaria de Polícia Penal e acompanhado pelos advogados. Do lado de fora, foi recebido por familiares, amigos e admiradores que aguardavam a libertação. “Não tenho ligação e nem envolvimento com nada. Não tenho envolvimento com facção”, disse. Cantor foi recebido por familiares, amigos e fãs na saída do presídio (Foto: internet) Poze havia sido preso durante a Operação Narco Fluxo, investigação que apura um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo bets ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas. A operação também mira movimentações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos. Justiça impôs medidas cautelares a Poze, incluindo entrega do passaporte e comparecimento mensal em juízo (Foto: internet) Apesar da soltura, a Justiça determinou medidas cautelares. Entre as obrigações, Poze deverá comparecer a todos os atos do processo, informar eventual mudança de endereço, se apresentar mensalmente em juízo, não deixar a cidade onde mora por mais de cinco dias sem autorização judicial e não sair do país sem autorização. Caso tenha passaporte, terá que entregar o documento. A Operação Narco Fluxo mobilizou cerca de 200 policiais federais para cumprir mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em vários estados, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Os investigados podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. No português claro da calçada pós-almoço: Poze saiu de Bangu, mas o processo não saiu da vida dele. A liberdade veio com regras, assinatura em juízo e passaporte sob vigilância. O funk ganhou a cena, a Justiça deu o compasso e, por enquanto, o refrão é esse: solto, sim; livre de cautelar, não. https://twitter.com/dailyfofocas/status/2054952997919039648
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