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Vídeo mostra o momento que Mario mata Thiago em conveniência de posto em Cuiabá O julgamento do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz em Cuiabá, chegou ao terceiro dia nesta quinta-feira (14). O caso é analisado pelo Tribunal do Júri após o processo ter sido reiniciado, depois de uma suspensão em dezembro do ano passado por conflitos entre defesa e acusação durante a sessão. O policial civil é acusado de matar Thiago a tiros em abril de 2023, em uma conveniência de posto de combustível ao lado da Praça 8 de Abril, em Cuiabá. Segundo a investigação, Thiago de Souza Ruiz foi socorrido e levado para um hospital particular, mas não resistiu aos ferimentos. Após o crime, o investigador se apresentou à polícia e entregou as armas. Mário Wilson foi preso em flagrante por homicídio qualificado ainda no dia do crime. Saiba o que aconteceu nos três dias no Tribunal do Júri: ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp 1º dia- 12/05 Durante o depoimento, o investigador Walfredo se emocionou ao lembrar do caso e pediu desculpas à mãe de Thiago, que acompanha o júri, por não ter conseguido salvar o amigo. Alair Ribeiro/ TJMT No primeiro dia, quatro pessoas foram ouvidas. Entre as testemunhas estão: ex-convivente da vítima, Walkuíria Filipaldi Corrêa; delegado plantonista da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no dia do crime, André Eduardo Ribeiro; Gilson Vasconcelos Tibaldi de Amorim Silva, presente no momento dos disparos; Walfredo Raimundo Adorno Mourão Júnior, também presente no momento dos disparos. Durante o depoimento, o investigador Walfredo se emocionou ao lembrar do caso e pediu desculpas à mãe de Thiago, que acompanha o júri, por não ter conseguido salvar o amigo. 2º dia- 13/05 A acusação também contou com a participação do advogado assistente da família da vítima, Rodrigo Pouso. Alair Ribeiro/TJMT Durante a sessão, foram ouvidos os delegados da Polícia Civil José Ricardo Garcia Bruno (superior hierárquico do réu, na época do fato), Guilherme Bertoli, André Monteiro e Guilherme Facinelli. A acusação também contou com a participação do advogado assistente da família da vítima, Rodrigo Pouso. 3º dia- 14/05 No terceiro dia de julgamento, o réu apresentou pela primeira vez a versão dele sobre o crime ocorrido em abril de 2023, em Cuiabá. Alair Ribeiro/TJMT No terceiro dia de julgamento, o réu apresentou pela primeira vez a versão dele sobre o crime ocorrido em abril de 2023, em Cuiabá. Durante o depoimento, Mário Wilson afirmou que conheceu Thiago em um encontro casual no dia do crime e que passou a desconfiar da identidade dele como policial militar. Segundo o réu, a vítima estava alterada e armada, o que teria aumentado a tensão. O acusado disse que tomou a arma de Thiago para tentar conter a situação e que, em seguida, os dois entraram em luta corporal. Ainda conforme o depoimento, os disparos aconteceram enquanto ele estava no chão, sendo imobilizado pela vítima. A defesa sustenta que o policial civil agiu em legítima defesa. O momento foi encenado ao júri (veja imagem abaixo). Mário Wilson encena momento em que teria sido supostamente imobilizado pela vítima. Alair Ribeiro/TJMT O interrogatório do réu estava previsto para começar pela manhã, mas foi adiado após o Ministério Público solicitar o depoimento do sargento da Polícia Militar Éder Leal Caetano, comandante do batalhão onde Thiago atuava em Acorizal. O objetivo foi esclarecer a origem da arma usada no crime. Na sequência, a defesa também pediu o depoimento do coronel Marcos Eduardo Ticianel Paccola. O pedido foi autorizado pelo juiz, desde que não fossem incluídas novas testemunhas. Próximos passos Na noite desta quinta-feira (14), o julgamento entrou na fase de debates entre acusação e defesa após o encerramento do depoimento do réu. O Ministério Público e a defesa terão 90 minutos cada para apresentar as sustentações. Depois, haverá réplica e tréplica de uma hora para cada lado. Após os debates, os jurados vão votar os quesitos para definir a condenação ou absolvição do acusado. A expectativa do juiz é encerrar o julgamento ainda nesta quinta-feira (14). Relembre o caso O policial militar foi socorrido e encaminhado a um hospital particular, mas não resistiu e morreu Reprodução Em abril de 2023, as equipes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e da Corregedoria-Geral foram acionadas para atender uma ocorrência de homicídio na conveniência de um posto de combustível ao lado da Praça 8 de abril, na capital. Segundo a polícia, Thiago foi socorrido e encaminhado para um hospital particular, onde foi realizado procedimento de reanimação, mas ele não resistiu aos ferimentos. Na época, a PM informou que uma equipe foi até o hospital e encontrou o policial suspeito, que entregou as armas. O policial civil foi preso em flagrante por homicídio qualificado, ainda no dia do crime, após se apresentar na delegacia.
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