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Intensos bombardeios russos em Kiev deixam pelo menos 21 mortos e minam esperanças de paz | Collector
Intensos bombardeios russos em Kiev deixam pelo menos 21 mortos e minam esperanças de paz
Jornal O Globo

Intensos bombardeios russos em Kiev deixam pelo menos 21 mortos e minam esperanças de paz

Os intensos ataques russos desta quinta-feira, com centenas de drones e dezenas de mísseis contra Kiev, deixaram pelo menos 21 mortos, informaram equipes de resgate na sexta-feira (horário local), diminuindo ainda mais as esperanças de um fim para o conflito. A Força Aérea Ucraniana afirmou que a Rússia lançou 675 drones de ataque e 56 projéteis, visando principalmente a capital, e acrescentou que suas unidades de defesa aérea abateram 652 drones e 41 foguetes. Jornalistas da AFP em Kiev ouviram sirenes de alerta aéreo antes de uma série de fortes explosões obrigarem os moradores a buscar refúgio em estações de metrô. Análise: Farto com abandono dos EUA, Zelensky abre mão de cautela e não poupa críticas a Trump: 'Sem tempo para a Ucrânia' Mistério no Mediterrâneo: Navio russo naufragado em 2024 levava reatores nucleares para a Coreia do Norte, diz investigação O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou que mais de 20 locais na capital foram danificados, incluindo prédios residenciais, uma escola, uma clínica veterinária e outras infraestruturas civis. — O trabalho continua em Kiev no local do impacto no prédio, um ataque de míssil russo que literalmente arrasou um bloco de apartamentos, do primeiro ao nono andar — afirmou Zelensky. Vinte e uma pessoas, incluindo três crianças, morreram nos ataques, informou o serviço de emergência ucraniano na manhã de sexta-feira, atualizando o número de mortos divulgado anteriormente, que era de 16. "As equipes de resgate continuam incansavelmente buscando pessoas nos escombros do prédio que desabou no distrito de Darnitskii", afirmou a agência no Telegram. Na quinta-feira, jornalistas da AFP testemunharam cenas caóticas enquanto as equipes de resgate removiam os escombros, prestavam assistência aos feridos e recuperavam os corpos das vítimas. — Tudo estava em chamas. As pessoas gritavam e pediam socorro — relatou Andrii, um morador de Kiev ainda de roupão e com manchas de sangue na camisa, perto de um prédio residencial da era soviética que desabou. Vários corpos foram recuperados dos escombros de um único prédio residencial destruído: três homens, três mulheres e uma menina, informou a polícia. As autoridades relataram 45 feridos. — Estas certamente não são as ações de quem acredita que a guerra está chegando ao fim. É importante que os aliados não permaneçam em silêncio diante deste ataque — declarou Zelensky. Diversos aliados da Ucrânia condenaram o ataque. "A Rússia está zombando abertamente" dos esforços diplomáticos pela paz, denunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Initial plugin text Novo revés para os esforços de paz Os ataques russos também deixaram feridos nas regiões de Odessa e Kherson, no sul do país, bem como em Kharkiv, no nordeste. A ofensiva russa representa um novo revés para as tentativas de pôr fim ao conflito, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, renovou as esperanças de paz ao intermediar um cessar-fogo de três dias entre os dois países na semana passada. Esse cessar-fogo, que começou coincidindo com as comemorações da vitória soviética sobre a Alemanha nazista em 1945, foi marcado por acusações de violações de ambos os lados. Tanto a Ucrânia quanto a Rússia lançaram ataques com drones de longo alcance imediatamente após o término do cessar-fogo. Apesar da ofensiva, o presidente russo, Vladimir Putin, sugeriu no fim de semana que a guerra poderia terminar em breve. O Kremlin minimiza a possibilidade de que os comentários vagos de Putin no sábado sobre um possível fim da guerra signifiquem uma mudança na posição de Moscou. A Rússia reiterou na quarta-feira sua exigência de que a Ucrânia se retire completamente da região leste de Donbas antes que um cessar-fogo e negociações de paz em larga escala possam ocorrer. Kiev rejeita a exigência, considerando-a equivalente à capitulação. Um alto funcionário da presidência ucraniana disse à AFP que a escala dos ataques de quinta-feira foi tão grande devido a uma trégua anterior e relacionou o momento da ofensiva ao encontro entre os presidentes dos EUA e da China em Pequim.

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