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EUA planejam indiciar Raúl Castro, ex-presidente de Cuba
GloboNews

EUA planejam indiciar Raúl Castro, ex-presidente de Cuba

Raúl Castro em 1º de maio de 2025 em Havana, Cuba Norlys Perez / Reuters Os Estados Unidos planejam indiciar o presidente cubano Raúl Castro, disse um funcionário do Departamento de Justiça dos EUA na noite de quinta-feira (14). O momento da possível acusação, que precisaria ser aprovada por um grande júri, não ficou imediatamente claro, mas a fonte oficial disse que parece iminente. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Trump posta mapa da Venezuela como 51º estado dos EUA A possível acusação contra o ex-presidente de Cuba e irmão de Fidel Castro, de 94 anos, deverá se concentrar na queda de aeronaves, disse a fonte oficial sob condição de anonimato. A queda de avião que pode motivar o indiciamento do ex-líder cubano seria o abate fatal, em 1996, de aviões operados pelo grupo humanitário Irmãos ao Resgate. EUA oferece auxílio humanitário a Cuba O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira (14) que o levantamento do "bloqueio" imposto pelos Estados Unidos seria "uma forma mais fácil" de ajudar a ilha, após a oferta de auxílio humanitário de 100 milhões de dólares (R$ 498 milhões) feita por Washington. Imagens de satélite mostram apagão em Cuba após colapso no fornecimento de energia; FOTO Cuba está submetida, desde o fim de janeiro, a um bloqueio energético dos Estados Unidos e enfrenta há vários dias uma crise energética muito grave, que provoca cortes de eletricidade e uma crescente exasperação da população. "Os danos poderiam ser aliviados de uma maneira mais fácil e rápida com o levantamento ou o afrouxamento do bloqueio, pois se sabe que a situação humanitária é friamente calculada e induzida" por Washington, escreveu Díaz-Canel no X. O anúncio acontece depois de o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, dizer nesta quarta-feira (14), que estava considerando aceitar a ajuda de 100 milhões de dólares oferecida pelos Estados Unidos sob a condição de que seja distribuída através da Igreja católica. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em 16 de janeiro de 2026 REUTERS/Norlys Perez "Estamos dispostos a escutar as características da oferta e a forma como se materializaria", respondeu, nesta quinta, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, no X. Os Estados Unidos afirmam que a situação em Cuba se deve à má gestão econômica interna. Nesta quarta-feira (14), o leste de Cuba sofreu um apagão maciço e Havana foi cenário de panelaços de protesto na noite passada, após o anúncio do governo de que suas reservas de combustível "se esgotaram" devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos. Os apagões, habituais há meses, se agravaram nas últimas horas. Segundo dados oficiais compilados pela AFP, 65% do território cubano sofreu cortes simultâneos de energia na última terça-feira. Devido à asfixia do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, as reservas de combustível de Cuba já "se esgotaram", informou o ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, em declarações à televisão estatal na quarta-feira. *Com informações da French Press e Reuters.

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