Jornal O Globo
A renovação de Carlo Ancelotti para comandar a seleção brasileira até 2030 fez valer o plano A da entidade desde o fim da Copa do Mundo de 2022. Diante da indefinição do italiano, que ainda comandada o Real Madrid, a então diretoria da CBF esteve por um fio para fechar com Jorge Jesus no ano passado. O blog soube de detalhes da época. Intermediários da entidade foram mais de uma vez à Arábia Saudita para fechar com Jesus, mas o técnico mudou o valor acordado e a data de apresentação na seleção brasileira. Nesse meio tempo, Ancelotti deu "ok" pra fechar o acordo e assumiu a preferência da CBF. Jesus revelou na semana passada que manteve conversas avançadas com a CBF. O português confirmou contato direto com o presidente Ednaldo Rodrigues, mas as negociações não avançaram, e ele permaneceu no Al-Hilal, onde seu contrato termina no meio de 2026. "Podia ter dito sim ao Brasil em janeiro de 2025? Podia, mas naquele momento considerei que não devia abandonar os desafios que tinha em mãos com o Al-Hilal", escreveu o treinador no jornal Record. A negociação, no entanto, perdeu força após a saída de Ednaldo da presidência da CBF, de acordo com Jorge Jesus. Segundo ele escreve na coluna, a mudança no cenário político da entidade abriu caminho para a contratação de Carlo Ancelotti. Mas, na verdade, Ednaldo é quem anuncia Ancelotti em maio de 2025, poucos dias antes de ser afastado do cargo pela Justiça, por suspeitas de falsificação de assinatura em acordos que validaram sua eleição em 2023.
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