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Paulo de Matos Junior explica por que a regulação dos criptoativos importa para todos os brasileiros | Collector
Paulo de Matos Junior explica por que a regulação dos criptoativos importa para todos os brasileiros
Jornal O Globo

Paulo de Matos Junior explica por que a regulação dos criptoativos importa para todos os brasileiros

Nos últimos anos, os criptoativos deixaram de ser tema restrito a especialistas em tecnologia e passaram a fazer parte do vocabulário financeiro de milhões de brasileiros. Paulo de Matos Junior, empresário atuante no mercado de câmbio e intermediação de criptoativos, percebe nessa trajetória um reflexo da confiança crescente da população nos ativos digitais. Na sua visão, a regulação aprovada pelo Banco Central representa um passo fundamental para consolidar essa confiança sobre bases institucionais sólidas e duradouras. A norma, anunciada em novembro de 2025 e com vigência a partir de fevereiro de 2026, determina que todas as PSAVs deverão operar com autorização formal do Banco Central. Para o cidadão comum, o efeito mais imediato é a garantia de que as plataformas onde ele deposita seus recursos passarão a ser fiscalizadas da mesma forma que bancos e instituições financeiras tradicionais. A proteção do consumidor como centro da regulação Conforme detalha Paulo de Matos Junior, um dos pilares da nova norma é o combate sistemático às fraudes, às pirâmides financeiras e ao uso dos criptoativos para fins ilícitos. Ao exigir transparência operacional e mecanismos de rastreamento de transações, o Banco Central cria um ambiente mais hostil para golpistas e mais seguro para quem utiliza esses serviços de boa-fé. Outro ponto relevante é a obrigatoriedade de segregação de patrimônio entre as empresas e os recursos dos clientes. Essa exigência, comum no mercado financeiro regulado, evita que eventuais dificuldades financeiras de uma plataforma comprometam os ativos dos usuários. Em razão disso, os riscos sistêmicos associados ao colapso de exchanges tendem a ser significativamente mitigados no contexto brasileiro. Cripto e cotidiano: uma relação que se normaliza Na visão de Paulo de Matos Junior, a regulação também contribui para normalizar o uso dos criptoativos no dia a dia da população. À medida que as plataformas se adequam às exigências regulatórias, tendem a oferecer interfaces mais acessíveis, atendimento ao consumidor mais estruturado e garantias mais claras sobre os produtos ofertados, o que reduz a percepção de risco e amplia a base de usuários. A crescente demanda por facilidade e segurança nas transações digitais encontra, na regulação, um suporte institucional que antes inexistia. Cabe destacar que países com mercados cripto regulados apresentam taxas de adoção mais elevadas e índices menores de perdas por fraude, o que reforça a relação direta entre supervisão formal e expansão saudável do setor. O que esperar dos próximos meses Com base nisso, Paulo de Matos Junior considera que o período de transição entre o anúncio da norma e sua vigência plena é estratégico para o mercado e para os consumidores. As empresas que iniciarem os processos de adequação com antecedência devem emergir mais preparadas e com maior credibilidade junto ao público, enquanto aquelas que resistirem à conformidade tendem a perder espaço. O mercado tende a se consolidar em torno dos players que demonstrarem compromisso real com as novas exigências regulatórias. Paulo de Matos Junior reforça que a mudança em curso é também cultural: representa a chegada dos ativos digitais a um patamar de maturidade que os torna parte permanente da infraestrutura financeira do país.

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