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Polícia prende terceiro suspeito de participar de quadrilha de furtos, fraudes e clonagem de veículos na Grande BH | Collector
Polícia prende terceiro suspeito de participar de quadrilha de furtos, fraudes e clonagem de veículos na Grande BH
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Polícia prende terceiro suspeito de participar de quadrilha de furtos, fraudes e clonagem de veículos na Grande BH

Três homens sendo presos pela Polícia Civil, na operação Proteu TV Globo/Reprodução Heleno Aparecido, apontado pela Polícia Civil como um dos chefes de uma organização criminosa especializada em furtos de veículos, fraudes documentais, clonagem de placas e estelionatos, foi preso nesta sexta-feira (15) durante a operação Proteu, da Polícia Civil. Além dele, outros dois homens também foram detidos, nesta quarta-feira (13), sendo Janderson Oliveira, outro chefe do grupo e Tarcísio Vagner dos Santos Júnior, que também participava do esquema. A operação cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em Belo Horizonte, Igarapé, Pedro Leopoldo e São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Entre os materiais apreendidos durante a operação estão notebooks, celulares, cartões bancários em nome de terceiros, documentos falsificados e cadernos com anotações relacionadas às fraudes. Os investigados utilizavam negociações de veículos como forma de atrair vítimas. Durante supostos testes de direção, os automóveis eram roubados e posteriormente revendidos a terceiros. As investigações também apontaram o uso de documentação fraudulenta para viabilizar transferências e circulação dos veículos. Além dos furtos, a polícia apura indícios de receptação e aquisição fraudulenta de materiais de construção mediante compras sem pagamento. Segundo as investigações, o grupo atuava em diversos crimes, como: Furtos e roubos de veículos Estelionato Lavagem de dinheiro Falsificação de documentos Receptação Clonagem de placas e QR Codes de veículos Vídeos em alta no g1 Suspeitos usavam 'laranjas' para ocultar patrimônio A investigação começou após o furto de um caminhão carregado com 178 botijões de gás de cozinha em 2025. Durante as diligências, policiais encontraram um veículo com características idênticas às do caminhão furtado, mas circulando com placas diferentes. Após vistoria autorizada pelo proprietário do imóvel onde o caminhão estava, os investigadores identificaram adulterações. O chassi gravado nos vidros não correspondia à placa, confirmando que o veículo era roubado. A partir da recuperação do caminhão, a Polícia Civil descobriu uma estrutura criminosa considerada altamente articulada, com divisão de tarefas entre os integrantes. Os investigadores afirmam que os suspeitos utilizavam “laranjas” para ocultar patrimônio e dificultar o rastreamento das ações criminosas. As investigações indicam que, após adquirir os veículos, os criminosos também faziam seguros em nome das vítimas e depois desmontavam os automóveis para acionar seguradoras e obter indenizações indevidas. LEIA TAMBÉM PF transfere para presídio federal policial aposentado apontado como operador do esquema do Banco Master Criminosos rendem funcionários e roubam loja na Grande BH; VÍDEO Veículos eram enviados para o Pará As investigações apontam que caminhões, tratores e automóveis furtados eram levados para fazendas no Pará, onde seriam negociados clandestinamente. A polícia também apura o envolvimento de um despachante suspeito de participar da clonagem de placas e falsificação de QR Codes de identificação veicular. Em um dos casos investigados, um caminhão furtado no bairro Bonfim, em Belo Horizonte, já circulava com placas clonadas apenas três dias após o crime. O veículo foi localizado em uma oficina na cidade de Bicas. O dono da oficina foi preso por receptação. Golpes em obras e materiais de construção Além de crimes envolvendo veículos, a quadrilha também é investigada por aplicar golpes em obras de construção civil. Segundo denúncias recebidas pela polícia, integrantes do grupo atuavam em construções até receber cerca de 80% do valor combinado pelos serviços. Depois disso, abandonavam as obras ou criavam conflitos com os contratantes. Os suspeitos também utilizavam documentos falsos para comprar materiais de construção, causando prejuízos a depósitos e empresas fornecedoras. No fim de abril, um investigado chegou a ser preso em flagrante com outras três pessoas por roubo de ferragens e materiais de construção. Parte dos produtos foi recuperada. A Polícia Civil informou que novas fases da operação não estão descartadas. Documentos apreendidos e materiais recolhidos passarão por perícia para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação da quadrilha. Veja os vídeos mais vistos do g1 Minas:

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