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Cães estupradores: o libelo do The New York Times contra Israel
Revista Oeste

Cães estupradores: o libelo do The New York Times contra Israel

O jornal The New York Times publicou, na última segunda-feira, 11, um artigo que exemplifica o processo de criação de uma narrativa que, embora pareça inverossímil, ganha destaque imediato. Surpreendentemente, o texto é assinado por Nicholas Kristof, jornalista americano premiado duas vezes com o renomado Pulitzer Prize , o mais conceituado prêmio jornalístico do mundo. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste Kristof dedica seu longo artigo a um assunto delicado: o suposto abuso sexual de prisioneiros e cidadãos palestinos. Depois da publicação, David Shuster — experiente jornalista televisivo com passagens por grandes redes como i24News, Fox News e CNN — criticou duramente o colega em sua conta no X: “O NYT publicou um apanhado de declarações não verificadas de apoiadores do Hamas com um longo histórico de mentiras e de atrocidades inventadas”. Shuster enviou um recado direto para Kristof: “Parabéns por não ter sua coluna retirada do ar. Mas isso não muda o embaraço que você causou aos seus colegas com suas afirmações absurdas.” https://twitter.com/HenMazzig/status/2053947984232972547 Shuster sabia exatamente do que estava falando. Fontes anônimas e alegações inverossímeis Apenas dois dos 14 entrevistados citados por Kristof em seu artigo identificaram-se pelo nome e permitiram ser fotografados. Um deles já possui um histórico controverso com o tema. Sami al-Sai, citado no texto como jornalista freelancer , descreveu a terrível experiência que teria vivido depois de sua prisão por Israel em 2024. No entanto, essa não foi a primeira vez que ele se declarou vítima de estupro: em 2017, ele fez a mesma acusação enquanto estava sob a guarda do Serviço de Inteligência palestino. Na época, o órgão palestino negou as queixas; o sistema judicial israelense fez o mesmo. Al-Sai nunca formalizou uma denúncia nem ofereceu provas que sustentassem os supostos acontecimentos. Dois membros da ONG em foto de representantes do Escritório Político do Hamas | Foto: Reprodução/X Além das omissões e fontes dúbias, há uma forte carga de elementos fantasiosos no texto. Segundo Kristof, o estupro sistemático de palestinos não seria cometido apenas por agentes do Serviço de Segurança Nacional de Israel, soldados e colonos; cães, especificamente treinados para esse fim, também estariam sendo utilizados. O depoimento central do artigo foi creditado a um “jornalista de Gaza” anônimo, detido em 2024, que descreveu ter sido estuprado por um animal encorajado por seu treinador: “Eu tentei afastá-lo, mas ele me penetrou”. Vale notar que esse tipo de narrativa não é inédito no repertório de propaganda palestina. A fonte de Kristof: a ONG Euro-Med O jornalista cita sua fonte primária logo no início do texto: uma pequena e pouco conhecida organização chamada Euro-Med Human Rights Monitor. Em seu site, a entidade descreve ataques realizados em prisões israelenses por cães que, soltos entre os detentos, os “torturariam sistematicamente e, por vezes, coletivamente”. A ONG possui um amplo histórico de acusações graves contra Israel — incluindo tráfico de órgãos e execuções em hospitais — que jamais foram comprovadas. Desde 2013, a organização consta em listagens da Inteligência israelense como uma das principais instituições ligadas ao Hamas na Europa. Sediada em Genebra, a Euro-Med não especifica em seu site quem são seus mantenedores financeiros, uma transparência que é padrão em ONGs internacionais de credibilidade. + Israel processará New York Times por artigo Sabe-se, no entanto, que a entidade é coordenada por figuras conhecidas por suas ligações com a liderança do Hamas. Muhammad Shehada, por exemplo, ocupou até recentemente a chefia de Programas e Comunicação da ONG. Em fotos de seu perfil pessoal, Shehada posa orgulhosamente ao lado de Ismail Haniyeh, líder político do Hamas morto em julho de 2024. Outros registros mostram o fundador da ONG, Ramy Abdu, e o ex-diretor Mazen Awni Issa Kahel em reuniões com o escritório político do grupo terrorista. Muhammad Shehada, que era chefe de Programas e Comunicação da ONG Euro-Med Human Rights Monitor, como o líder do Hamas, Ismail Haniyeh | Foto: Reprodução/X Um libelo de sangue moderno O governo israelense reagiu com gravidade à publicação, classificando-a como “um dos piores libelos de sangue já publicados na imprensa moderna”. O termo “libelo de sangue” refere-se a uma forma secular de antissemitismo surgida na Idade Média, quando judeus foram falsamente acusados de rituais atrozes para incitar o ódio entre as populações locais. Para o Ministério das Relações Exteriores de Israel, o artigo teve como objetivo funcionar como uma "cortina de fumaça" para ofuscar o lançamento do relatório No More Silence: the Sexual Terror Unveiled ( Chega de silêncio: o terror sexual revelado , em tradução livre). Esse documento comprova o uso sistêmico da violência sexual pelo Hamas durante o massacre de 7 de outubro de 2023. O relatório é fruto de dois anos de pesquisa, na qual foram realizadas 430 entrevistas com sobreviventes, familiares, socorristas etc., além da análise de 10 mil itens. O trabalhou contou com o aval de especialistas como Irwin Cotler, destacado ativista de Direitos Humanos e ex-ministro da Justiça do Canadá. Embora o NYT negue a relação entre os temas, a organização EndJewHatred organizou uma manifestação contra o jornal. O slogan do protesto resume o sentimento de indignação: “Junte-se a nós para que o NYT saiba que eles precisam parar com os libelos antissionistas. Já chega!” https://twitter.com/JayneZirkle/status/2054341999814222023 Leia também: Antissionismo letal , artigo publicado na Edição 321 da Revista Oeste O post Cães estupradores: o libelo do The New York Times contra Israel apareceu primeiro em Revista Oeste .

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