Jornal O Globo
Desde que assumiu o governo do Estado, o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, já exonerou 2.509 servidores. A lista inclui os 202 nomes publicados no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (18/05), sendo que, desse total, 176 foram assinados pelo secretário da Casa Civil, Flávio Willeman. O resultado é fruto de uma auditoria na gestão das secretarias de Estado e das entidades integrantes da administração indireta estadual, incluindo empresas estatais dependentes e não dependentes. Trocas no governo Ricardo Couto começam dar forma à nova gestão: escolhidos são nomes ligados ao meio jurídico e procuradores do estado Fundo Soberano: governador em exercício do Rio bloqueia repasse de R$ 730 milhões a municípios aprovado no último dia da gestão Castro Os cortes não param por aí. O Estado já anunciou que haverá novas exonerações, à medida que o pente-fino comandado pelas secretarias da Casa Civil e de Estado de Governo for sendo realizado, de forma criteriosa e imparcial, segundo fontes das duas pastas. As exonerações tiveram início um dia após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro e a posse do presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), desembargador Ricardo Couto. Na maioria dos casos, os cortes atingiram pessoas em cargos comissionados e funções de assessoramento técnico. Entre as secretarias afetadas estão a de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com 62 servidores exonerados, e as de Fazenda e de Saúde, com 27 casos cada uma. Também apareceram na listagem a Fundação Saúde do Estado do Rio, o Detran/RJ, o Procon/RJ, o Inea e o Rio Previdência. O corte de 27 comissionados da Secretaria de Fazenda tem a marca do novo comandante da pasta, o economista Guilherme Mercês, que retornou ao cargo no mês passado. Seu antecessor, Juliano Pasqual, nomeado pelo ex-governador Cláudio Castro, é um dos alvos da operação que a Polícia Federal realizou na semana passada, cujas investigações apontam suposta fraude fiscal envolvendo a Refit.
Go to News Site