Jornal O Globo
Em uma seleção composta por uma espinha dorsal consolidada, destaques da reta final do ciclo e duas grandes novidades, esse terceiro grupo chamou atenção. O atacante Neymar, a grande dúvida que pairava sobre a convocação, e o goleiro Weverton, um outsider neste ciclo da equipe. As duas escolhas passam por contextos bem diferentes, mas como timing parecido: enquanto Neymar polarizou as discussões ao longo do ano e ganhou força no fim do ciclo, Weverton ocupou um espaço de insegurança entre outras duas opções. Neymar chegou a ser dado como carta fora do baralho há um mês. Mas ganhou sobrevida nos bastidores da seleção brasileira, em movimento que passou pela tão almejada sequência sem problemas físicos com a camisa do Santos (questão que era uma das preocupações do treinador) e pela comoção que chegou até aos atletas. O atacante disputará a quarta Copa do Mundo de sua carreira. Já Weverton, que disputou a Copa do Mundo de 2022, volta à seleção para um Mundial. Ele ainda não havia sido chamado por Ancelotti, mas superou a concorrência de Hugo Souza e Bento. A dupla vive momentos de baixa por Corinthians e Al-Nassr, respectivamente. Bento, inclusive, chegou a falhar em jogo decisivo dias antes da convocação. Já Weverton, de 38 anos, vem em crescente no Campeonato Brasileiro, em sua primeira temporada defendendo o Grêmio, após deixar o Palmeiras. Além da dupla, outros nomes convocados após boas atuações na reta final do ciclo foram os zagueiros Ibañez e Léo Pereira, o volante Danilo e os atacantes Endrick, Igor Thiago e Rayan.
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