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Neymar deve vestir a camisa 10 da seleção pela 4ª vez em Copa do Mundo e igualar marca de Pelé | Collector
Neymar deve vestir a camisa 10 da seleção pela 4ª vez em Copa do Mundo e igualar marca de Pelé
Jornal O Globo

Neymar deve vestir a camisa 10 da seleção pela 4ª vez em Copa do Mundo e igualar marca de Pelé

Enfim, acabou o mistério: Neymar vai para a Copa do Mundo. Convocado de última hora pelo técnico Carlo Ancelotti, o astro do Santos voltará a vestir a Amarelinha e, com isso, deve igualar uma marca de Pelé, até hoje o único a usar a 10 do Brasil em quatro Copas do Mundo. Neymar estreou com a 10 da seleção brasileira em um Mundial em 2014, no Brasil, e depois levou o número às costas novamente em 2018 e 2022. Ele marcou oito gols e deu três assistências em 13 partidas, e deve voltar a dar sequência ao legado de Pelé agora em 2026. Sem Neymar desde 2023, quem vestiu a 10 da seleção pela última vez foi Vini Jr., nos amistosos contra França e Croácia, na data Fifa de março. Contudo, o craque do Santos, principal jogador da geração e maior artilheiro da história do Brasil com 79 gols, deve reassumir a responsabilidade. Um retorno aguardado pelos próprios jogadores da seleção. Em 2024, por exemplo, Rodrygo — fora da convocação por lesão — foi escolhido para ser o 10 na Copa América e disse, antes da competição, que a guardava para o seu verdadeiro dono: Neymar. — Eu sempre tento deixar claro isso para ele (Neymar), que por mais que eu esteja com a camisa 10 agora, a camisa é dele. Eu só estou substituindo por um momento. A gente está esperando ele de volta — disse o jogador do Real Madrid na ocasião. Número eternizado por Pelé Pelé jogando pela seleção brasileira Editoria de Artes Pelé usou a 10 do Brasil nas Copas de 1958, 1962, 1996 e 1970, e a eternizou com os três primeiros títulos mundiais da história do Brasil. A primeira vez que Pelé levou o número às costas foi por um acaso, já que a 10 ainda não tinha todo esse charme antes do Rei. O legado, então, começou com um menino de 17 anos, que quebrou recordes que seguem de pé até hoje: o mais jovem a fazer gol em uma Copa do Mundo, gol em uma final e a ser campeão de um Mundial. Depois, Pelé sofreu com lesões que atrapalharam sua trajetória em 1962 e 1966, mas voltou para um fim triunfal no título com o Esquadrão de 70. Neymar, por sua vez, deve igualar a marca do Rei na quantidade de Copas disputadas com a camisa 10, mas ainda não repetiu o feito de levantar a taça. Agora, convocado por Ancelotti, vai para sua última dança com a Amarelinha em um Mundial. Entre lesões e transferências de clubes, o astro disputou apenas quatro jogos pela seleção brasileira desde a Copa de 2022 — sua última partida foi contra o Uruguai, em outubro de 2023. Camisa 10 das seleções em Copas 1950 - Jair Rosa Pinto (5 jogos, 2 gols) 1954 - Pinga (2 jogos, 2 gols) 1958 - Pelé (4 jogos, 6 gols e 1 assistência) 1962 - Pelé (2 jogos, 1 gol e 1 assistência) 1966 - Pelé (2 jogos, 1 gol) 1970 - Pelé (6 jogos, 4 gols e 6 assistências) 1974 - Rivellino (7 jogos, 3 gols) 1978 - Rivellino (3 jogos) 1982 - Zico (5 jogos, 4 gols e 4 assistências) 1986 - Zico (3 jogos, 1 assistência) 1990 - Silas (3 jogos) 1994 - Raí (5 jogos, 1 gol) 1998 - Rivaldo (7 jogos, 3 gols e 2 assistências) 2002 - Rivaldo (7 jogos, 5 gols e 1 assistência) 2006 - Ronaldinho (5 jogos, 1 assistência) 2010 - Kaká (4 jogos, 3 assistências) 2014 - Neymar (5 jogos, 4 gols e 1 assistência) 2018 - Neymar (5 jogos, 2 gols e 1 assistência) 2022 - Neymar - (3 jogos, 2 gol e 1 assistência) O começo da camisa 10 A numeração dos atletas começou a ser utilizada na Copa de 1950, no Brasil, para ajudar na identificação dos jogadores, mas ainda não era algo fixo. Na ocasião, o primeiro a usar a 10 da seleção brasileira foi Jair Rosa Pinto. O número, porém, ainda não tinha todo esse charme, que viria a ser eternizado por Pelé, anos depois. Como ainda não havia substituições durantes as partidas, o time que ia a campo era numerado de 1 a 11, de acordo com as posições dos jogadores, e a 10 ficou com Jair Rosa Pinto. Já a partir de 1954, a numeração dos 22 jogadores passou a ser fixa durante todo o torneio. Dessa vez, a camisa 10 ficou com Pinga, o último a utilizá-la antes de Pelé mudar para sempre a sua história.

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