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Ministro das Finanças de Israel condena suposta ordem de prisão contra ele no Tribunal Penal Internacional | Collector
Ministro das Finanças de Israel condena suposta ordem de prisão contra ele no Tribunal Penal Internacional
Jornal O Globo

Ministro das Finanças de Israel condena suposta ordem de prisão contra ele no Tribunal Penal Internacional

O ministro das Finanças de extrema direita de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou nesta terça-feira que o procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) solicitou uma ordem de prisão contra ele e acusou a Autoridade Palestina de impulsionar a medida. 'Pensei que seria o meu fim': Palestinos relatam violência sexual cometida por guardas prisionais, soldados e colonos israelenses Na Cisjordânia: ONG acusa Israel de usar água como arma de guerra em Gaza enquanto colonos ampliam ataques contra recurso "Como Estado soberano e independente, não aceitamos imposições hipócritas de organismos parciais que, repetidamente, se posicionam contra o Estado de Israel", declarou Smotrich durante uma entrevista coletiva transmitida em sua conta no X. Em seu pronunciamento, Smotrich, do partido Sionismo Religioso, não revelou as acusações que fundamentariam sua prisão. O procurador do TPI disse que seu gabinete "não pode comentar especulações da imprensa nem perguntas relacionadas a qualquer suposta solicitação de ordem de prisão". O tribunal de Haia emitiu, em novembro de 2024, ordens de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, pela atuação do país durante a guerra contra o grupo palestino Hamas em Gaza, iniciada em outubro de 2023. Na época, os líderes do Hamas Yahya Sinwar e Ismail Haniyeh também foram citados no pedido de mandados, mas tiveram seus nomes retirados após suas mortes no conflito, assassinados por Israel. O procurador-chefe do tribunal, Karim Khan, havia solicitado os mandados de prisão em maio do ano passado, quando alegou haver motivos razoáveis para acreditar que Netanyahu e Gallant eram “responsáveis criminalmente” pela causa da fome em massa em Gaza, além dos ataques intencionais contra a população civil palestina e o “extermínio e/ou homicídio” no território, inclusive no contexto de mortes causadas pela fome, o que constituiria crimes de guerra e crimes contra a Humanidade. Smotrich acusou a Autoridade Palestina de impulsionar o procedimento e classificou as medidas contra ele, Netanyahu e Gallant como "uma declaração de guerra". O ministro das Finanças ainda ameaçou retaliar contra uma comunidade palestina beduína em Khan al-Ahmar, a leste de Jerusalém, na Cisjordânia ocupada. Initial plugin text A ONG israelense Paz Agora denunciou essas declarações e afirmou que o ministro busca se vingar de Haia e da comunidade internacional às "custas das comunidades mais vulneráveis". Smotrich, que vive em um assentamento, é um firme defensor da anexação da Cisjordânia por Israel. Lior Amihai, diretor executivo da Paz Agora, declarou à AFP que, durante o governo atual, o projeto E1 foi aprovado pela primeira vez com o objetivo de facilitar a expansão de colônias na região próxima a Jerusalém. — Eles vão avançar com planos para anexar toda a região — denunciou.

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