Jornal O Globo
A cantora e compositora Totó La Momposina, ícone do folclore colombiano e vencedora de um Grammy Latino, morreu aos 85 anos, confirmaram à imprensa a família da artista e a ministra da Cultura da Colômbia, Yannai Kadamani, nesta terça-feira (19). A causa da morte foi um infarto. Ela estava em Celaya, no México, ao lado da filha e dos netos, de acordo com um de seus filhos, Marco Vinicio, à Blu Radio. “Seu corpo já não respondia desde outubro”, contou Vinicio. Nascida numa família de músicos de Bolívar, na Colômbia, em 1º de agosto de 1940, a cantor e compositora Sonia Bazanta Vides iniciou sua carreira, sob o nome artístico Totó La Momposina, nos anos 1960, compilando ritmos e melodias da Colômbia negra do Caribe e do Pacífico. Por volta de 1970, a artista já percorria palcos internacionais, abrindo caminho para ser reconhecida como um ícone da música afro-colombiana, levando sua arte a centenas de palcos mundo afora, inclusive no Brasil. Seu primeiro álbum gravado em estúdio foi “Totó La Momposina y sus tambores”, de 1983, um ano depois de ter cantado para o escritor Gabriel García Márquez na cerimônia de entrega do Prêmio Nobel de Literatura, na Suécia. Em 1991, La Momposina, que estudou História da Dança em Sorbonne, na França, foi convidada pelo ex-cantor do Genesis Peter Gabriel para participar do festival Womad e gravar em seu selo, Real World. Em 2015, ela recebeu o Prêmio da Excelência Musical do Grammy Latino. No ano passado, La Momposina começou a sofrer de um processo degenerativo provocado por uma afasia, transtorno neurológico que afeta a fala. “O canto do rio Magdalena vai fluir, a voz que deu vida ao tambor. Totó foi e será eternamente”, escreveu, no X, a ministra colombiana Yannai Kadamani.
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