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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) uma medida provisória que atualiza o cálculo para reajuste e fixa o piso para professores da educação básica em R$5.130 em 2026. O texto vai ao Senado. A medida provisória foi editada pelo governo em 22 de janeiro, quando as regras entraram em vigor. Para virar lei em definitivo, no entanto, o texto precisa ser aprovado nas duas casas em até 120 dias. Antes de chegar ao plenário, a proposta passou por uma comissão mista, formada por deputados e senadores. A relatora, senadora Dorinha Seabra (União-GO) acolheu emendas e modificou parte do texto. Vídeos em alta no g1 A versão final prevê que o cálculo de atualização do piso salarial nacional do magistério será a soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor mais 50% da média da variação real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) dos últimos cinco anos. A relatora ainda incluiu o piso de R$5.130,63 no texto, valor nominal referente a 2026, para evitar judicialização. Se o reajuste fosse feito com base na regra anterior, a recomposição seria de 0,37%, enquanto a nova fórmula assegura uma atualização de 5,4%, ganho real de 1,5%. “Já é alguma coisa. Ainda insuficiente. A luta dos professores é fundamental. Dignidade para quem educa”, afirmou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). Piso do reajuste A MP estabelece travas para os reajustes. Segundo o texto, a recomposição salarial não poderá ser superior à variação percentual da receita nominal do Fundeb entre os dois anos anteriores (2025 e 2026). Sala de aula. Ricardo Wolffenbüttel/Udesc Por outro lado, um dos dispositivos da MP fixa que o reajuste não poderá ser menor que o INPC. “Entendemos que a manutenção do poder aquisitivo dos professores em patamar minimamente digno e a melhoria da estrutura remuneratória da profissão compõem esse conjunto de medidas estruturantes, justamente porque tendentes a mudar uma realidade marcada por salários baixos, que não contribuem para a atratividade da carreira e geram um ‘apagão’ na docência”, afirmou a relatora em seu parecer.
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