Jornal O Globo
A fila de SUVs pretos parados em frente à sede da Polícia Civil de São Paulo contou, sem precisar de legenda, parte da história que os investigadores da Operação Vérnix tentam provar há anos. Range Rover, Cadillac Escalade e Mercedes-Benz AMG G63 dividiam o mesmo meio-fio, sob escolta de agentes fortemente armados, enquanto Deolane Bezerra era conduzida ao interior da delegacia. Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC A Mercedes que mais chamou atenção é uma G63 V8 Biturbo na cor preta fosca — um dos modelos mais caros da linha AMG, com preço de tabela que ultrapassa R$ 1 milhão no Brasil. O veículo chegou escoltado pela imprensa pelas ruas do centro paulistano antes de ser estacionado na área restrita da delegacia, ao lado de um Cadillac Escalade preto, outro utilitário de luxo cuja versão mais equipada supera os R$ 800 mil. Completando a fila, uma Range Rover cinza na versão topo de linha fechava o conjunto. Os três modelos figuram entre os SUVs mais valorizados do mercado brasileiro e são associados ao estilo de vida ostentação que Deolane exibia nas redes sociais — e que, segundo a investigação, não encontrava respaldo na renda formal declarada pela influenciadora. No total, a Justiça determinou o bloqueio de 39 veículos ligados aos investigados, com valor estimado em mais de R$ 8 milhões. A decisão integra um pacote mais amplo de medidas que incluiu também o congelamento de R$ 357,5 milhões em ativos financeiros e o bloqueio de R$ 27 milhões em nome da própria Deolane.
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