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Jornal The Guardian elege '100 melhores romances de todos os tempos' sem brasileiros e com surpresa no 1º lugar | Collector
Jornal The Guardian elege '100 melhores romances de todos os tempos' sem brasileiros e com surpresa no 1º lugar
Jornal O Globo

Jornal The Guardian elege '100 melhores romances de todos os tempos' sem brasileiros e com surpresa no 1º lugar

Nem Machado de Assis, nem José Saramago. Na lista dos “100 melhores romances de todos os tempos” publicada pelo jornal britânico The Guardian não há nenhuma obra brasileira ou escrita em língua portuguesa. O primeiro lugar ficou com um romance tipicamente inglês (e pouco conhecido no Brasil): “Middlemarch: um estudo da vida provinciana”, de George Eliot, que veio à lume em 1872. Cotado para o Nobel, poeta chileno Raúl Zurita ganha antologia no Brasil: 'Construir o paraíso é uma tarefa coletiva' 'O que podemos saber': Em novo romance, Ian McEwan prevê muitas catástrofes para o planeta Descrito por Virginia Woolf como “um dos poucos romances ingleses escritos para adultos”, o livro apresenta um painel da vida no interior da Inglaterra na Era Vitoriana e trata de temas como amor, fé, amizade, traição, ciência, política, moralidade e poder. “Tudo bem, ele não é tão obviamente passional quanto ‘O morro dos ventos uivantes’ (e dificilmente ganharia uma trilha sonora de Charli xcx), o número 20 da nossa lista, nem tão divertido quanto ‘Orgulho e preconceito’ (na nona posição). Mas toda a vida humana está aqui”, escreveu Lisa Allardice, jornalista responsável pela cobertura de livros no Guardian. O segundo lugar ficou com “Amada”, da americana Toni Morrsion, a única escritora negra vencedora do Prêmio Nobel de Literatura. Em terceiro, está “Ulysses”, romance do irlandês James Joyce que radicalizou o modernismo literário. O autor com mais obras na lista é Virginia Woolf, que aparece com “Ao farol”, Mrs. Dalloway”, “Orlando”, “As ondas” e “O quarto de Jacob”. Dilemas das letras: Regina Delcastagnè mostra como a literatura brasileira enfrentou o desafio de 'falar do outro' a partir de 1970 Cerca de três quartos das obras citadas foi escrita originalmente em inglês. Também foram contemplados clássicos da literatura russa — como “Os irmãos Karamázov”, de Fiódor Dostoiévski, e “Anna Kariênina”, de Liev Tolstói —, obras-primas francesas — como “Em busca do tempo perdido”, o monumental romance de Marcel Proust publicado em sete volumes —, e livros escritos em alemão, como “O processo” e “A metamorfose”, de Franz Kafka. Apenas dois livros latino-americanos foram lembrados: “Cem anos de solidão”, do colombiano Gabriel García Márquez, e “Pedro Páramo”, do mexicano Juan Rulfo. A obra mais antiga da lista é “Dom Quixote”, do espanhol Miguel de Cervantes, publicada no começo do século XVII. A maioria dos romances data dos séculos XIX e XX e foram lançados depois do ano 2000, como “A amiga genial”, da italiana Elena Ferrante, e “Meio sol amarelo”, da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Eram elegíveis para a lista romances que já tenham sido publicados em inglês, independentemente do idioma em que foram escritos. Os votantes foram 172 intelectuais e personalidades literárias, como os escritores Stephen King, Bernardine Evaristo, R.F. Kuang e Salman Rushdie (cujo “Os filhos da meia-noite” também entrou na lista. A jornalista Lisa Allardice reconhece que se trata de uma lista “parcial — como toda lista é”. “Tampouco podemos reivindicar um caráter definitivo — trata-se de literatura, não de ciência. O melhor romance é aquele que transforma o gênero, a sociedade ou o indivíduo? Aquele que captura o espírito de uma época ou cuja vida se prolonga muito além de suas páginas? Ou um romance que se grava tão profundamente em sua alma que você consegue se lembrar exatamente de quando e onde o leu pela primeira vez?”, questionou. Veja a lista completa abaixo: “Middlemarch”, George Eliot “Amada”, Toni Morrison “Ulysses”, James Joyce “Rumo ao farol”, Virginia Woolf “Em busca do tempo perdido”, Marcel Proust “Anna Kariênina”, Liev Tolstói “Guerra e paz”, Liev Tolstói “Jane Eyre”, Charlotte Brontë “Orgulho e preconceito”, Jane Austen “Madame Bovary”, Gustave Flaubert “O grande Gatsby”, F. Scott Fitzgerald “A casa soturna”, Charles Dickens “Emma”, Jane Austen “Mrs. Dalloway”, Virginia Woolf “Moby Dick”, Herman Melville “1984”, George Orwell “Cem anos de solidão”, Gabriel García Márquez “Persuasão”, Jane Austen “A vida e as opiniões do cavalheiro Tristram Shandy”, Laurence Sterne “O morro dos ventos uivantes”, Emily Brontë “Retrato de uma senhora”, Henry James “O mundo se despedaça”, Chinua Achebe “Os filhos da meia-noite”, Salman Rushdie “Os vestígios do dia”, Kazuo Ishiguro “Lolita”, Vladimir Nabokov “Dom Quixote”, Miguel de Cervantes “O processo”, Franz Kafka “Os irmãos Karamázov”, Fiódor Dostoiévski “Fogo pálido”, Vladimir Nabokov “Frankenstein”, Mary Shelley “A primavera da srta. Jean Brodie”, Muriel Spark “O deus das pequenas coisas”, Arundhati Roy “David Copperfield”, Charles Dickens “Wolf Hall”, Hilary Mantel “Grandes esperanças”, Charles Dickens “O conto da aia”, Margaret Atwood “Homem invisível”, Ralph Ellison “A idade da inocência”, Edith Wharton “Seus olhos viam Deus”, Zora Neale Hurston “Canção de Solomon”, Toni Morrison “Coração das trevas”, Joseph Conrad “A montanha mágica”, Thomas Mann “Housekeeping”, Marilynne Robinson “O quarto de Giovanni”, James Baldwin “O caderno dourado”, Doris Lessing “O leopardo”, Giuseppe Tomasi di Lampedusa “Feira das vaidades”, William Makepeace Thackeray “A metamorfose”, Franz Kafka “Um delicado equilíbrio”, Rohinton Mistry “Vasto mar de sargaços”, Jean Rhys “A amiga genial”, Elena Ferrante “A taça de ouro”, Henry James “O trânsito de Vênus”, Shirley Hazzard “Orlando”, Virginia Woolf “As ondas”, Virginia Woolf “Mansfield Park”, Jane Austen “O som e a fúria”, William Faulkner “Desonra”, J. M. Coetzee “Não me abandone jamais”, Kazuo Ishiguro “Howards End”, E. M. Forster “Os anéis de Saturno”, W. G. Sebald “Meio sol amarelo”, Chimamanda Ngozi Adichie “Dentes brancos”, Zadie Smith “O bom soldado”, Ford Madox Ford “A cor púrpura”, Alice Walker “O mestre e Margarida”, Mikhail Bulgakov “O homem sem qualidades”, Robert Musil “Meridiano de sangue”, Cormac McCarthy ‘Crime e castigo”, Fiódor Dostoiévski “Judas, o obscuro”, Thomas Hardy “Kindred: laços de sangue”, Octavia E. Butler “Nosso amigo em comum”, Charles Dickens “Austerlitz”, W. G. Sebald “Condições nervosas”, Tsitsi Dangarembga “O olho mais azul”, Toni Morrison “Drácula”, Bram Stoker “O arco-íris”, D. H. Lawrence “Uma casa para o sr. Biswas”, V. S. Naipaul “Proclamem nas montanhas”, James Baldwin “Rebecca”, Daphne du Maurier “Os Buddenbrook”, Thomas Mann “Fim de caso”, Graham Greene “Adeus às armas”, Ernest Hemingway “O talentoso Ripley”, Patricia Highsmith “A vegetariana”, Han Kang “A outra volta do parafuso”, Henry James “A linha da beleza”, Alan Hollinghurst “Ragtime”, E. L. Doctorow “A mão esquerda da escuridão”, Ursula K. Le Guin “O quarto de Jacob”, Virginia Woolf “Vida e destino”, Vassili Grossman “A educação sentimental”, Gustave Flaubert “As cidades invisíveis”, Italo Calvino “O mundo conhecido”, Edward P. Jones “O retorno do nativo”, Thomas Hardy “Pedro Páramo”, Juan Rulfo “Ardil-22”, Joseph Heller “A estrada”, Cormac McCarthy “O mensageiro”, L. P. Hartley “My Ántonia”, Willa Cather

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