Jornal O Globo
A diretora Emerald Fennell afirmou nesta sexta-feira, que lamenta o corte de uma cena de sua adaptação de "O Morro dos Ventos Uivantes" que mostrava as axilas peludas da personagem Cathy, interpretada por Margot Robbie. Segundo ela, a escolha fazia parte de uma tentativa de retratar mulheres de época de forma mais realista. Com Ariana Grande e Cynthia Erivo, 'Wicked: Parte II' estreia no streaming Com Renoir e Rodin: Exposição em museu de Paris busca donos de obras roubadas pelos nazistas Durante participação no Festival Hay, no País de Gales, Fennell disse que considerava importante mostrar Cathy sem depilação, mas a sequência acabou ficando fora da versão final do longa lançado em fevereiro deste ano. — Cathy tinha axilas extremamente peludas, mas infelizmente a cena em que as vemos não entrou no filme — afirmou a diretora. Atriz e diretora Emerald Fennell Reprodução | Redes Sociais Fennell criticou o padrão adotado em produções ambientadas em séculos passados, afirmando que frequentemente se pergunta “onde estão as lâminas de barbear” usadas pelas personagens femininas em adaptações de romances clássicos. — Elas são todas meio sem pelos, parecidas com enguias. Eu fico pensando: “O que está acontecendo? Isso é uma loucura total” — disse. A cineasta descreveu sua versão do clássico de Emily Brontë como uma “irmã, não uma gêmea” da obra original, afirmando que seria impossível reproduzir fielmente o romance. O filme, estrelado também por Jacob Elordi, chamou atenção por escolhas visuais consideradas provocativas. Entre elas está o chamado “quarto da pele”, ambiente criado pelo personagem Edgar Linton inspirado na pele de Cathy. Segundo Fennell, a equipe chegou a cogitar desenvolver uma tinta baseada no tom de pele da personagem para ações de marketing. Jacob Elordi e Margot Robbie em cena de "O morro dos ventos uivantes Divulgação / Warner Bros. Pictures A diretora também comentou a repercussão de uma das cenas mais comentadas do longa, em que Cathy coloca o dedo na boca de um peixe morto. — Tínhamos todos os tipos de peixe. Peixes com batom, peixes de verdade, peixes falsos. No fim, era um peixe real. Coitada da Margot. Foram 12 peixes — contou. Galerias Relacionadas Ao falar sobre seu processo criativo, Fennell disse que considera importante correr riscos e evitar o medo de parecer “ridícula” ou “constrangedora”. — Hoje existe um medo enorme de parecer sincero. Quero me jogar de um penhasco criativamente — afirmou. A cineasta disse ainda que pretende se afastar temporariamente do cinema para descansar, ler romances da escritora Sarah J. Maas e desenvolver um novo projeto, que definiu como “tão depravado e maligno” que “ninguém conseguirá realizar”.
Go to News Site